Bia Kicis diz que recuo de Toffoli é 'o mínimo do mínimo'
Deputada defende que o gesto é apenas o primeiro passo, mencionando pedido de impeachment

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) recebeu ao vivo, no programa Arena Oeste desta quinta-feira, 12, a notícia da saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso do Banco Master. A informação chegou à parlamentar no momento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) comunicava que Toffoli deixaria o processo com apoio da Corte e sem o reconhecimento de suspeição pelas conexões com o Resort Tayayá.
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Ao comentar o cenário, Bia Kicis classificou o recuo como uma medida insuficiente. “Isso é o mínimo do mínimo, do mínimo… completamente necessário que acontecesse”, declarou a parlamentar. A deputada também demonstrou preocupação com a possibilidade de a “grande mídia” e a opinião pública considerarem o assunto encerrado. Segundo Kicis, o episódio exige ir muito além de uma troca protocolar de nomes na condução do inquérito.
Bia Kicis defende apuração de supostos crimes
A congressista defendeu que as revelações trazidas pelas investigações da Polícia Federal (PF) configuram tanto crimes comuns quanto de responsabilidade. Para ela, a saída da relatoria não anula a necessidade de punição nas instâncias adequadas.
“O crime de responsabilidade a gente apura no processo de impeachment. E o crime comum é o Procurador-Geral da República que tem que apurar e o próprio Supremo julgar”, afirmou Bia Kicis.
A parlamentar ressaltou que a permanência de Dias Toffoli na função seria uma afronta direta aos cidadãos. Na visão da deputada, o movimento do tribunal serviu para evitar um desgaste ainda maior perante a sociedade.
Contexto por trás da decisão de Toffoli
A decisão de Toffoli ocorreu um dia depois de a PF entregar ao presidente da Corte, Edson Fachin, um relatório com “achados” que mencionam Toffoli no âmbito do inquérito do banco Master. Em sorteio realizado logo depois do pedido de afastamento, o ministro André Mendonça foi definido como o novo responsável por conduzir o processo.
Embora o colegiado tenha manifestado apoio pessoal a Toffoli e negado formalmente a existência de suspeição, a pressão sobre o magistrado aumentou devido a mensagens interceptadas pela PF. Os diálogos envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente em prisão domiciliar, e seu cunhado, Fabiano Zettel.
O relatório aponta discussões sobre pagamentos destinados à Maridt, empresa familiar na qual o ministro confirmou participação societária. Toffoli, no entanto, nega ter recebido qualquer valor de Vorcaro ou Zettel e sustenta que a venda de cotas de um resort no Paraná para fundos ligados aos investigados foi uma operação lícita.
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