Em carta, Bolsonaro defende Michelle e prega união da direita
Correspondência foi publicada pela ex-primeira-dama e compartilhada por aliados nas redes sociais

O ex-presidente Jair Bolsonaro escreveu uma carta na qual relata que pediu que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro só se envolva diretamente na política depois de março. A assessoria dela divulgou o texto.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) também publicou a carta em seu perfil na rede social X e escreveu “segue o líder”.
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Na mensagem, Bolsonaro defende a união da direita para as eleições de 2026 e critica ataques que, segundo ele, partem de setores do próprio campo conservador.
“Dirijo-me a todos que comungam conosco dos mesmos valores — Deus, pátria, família e liberdade — para dizer que lamento as críticas da própria direita dirigidas a alguns colegas e à minha esposa”, escreveu.
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O ex-presidente afirmou que Michelle deve priorizar a família neste momento. Ele mencionou a cirurgia recente da filha Laura e disse que a ex-primeira-dama também tem se dedicado aos cuidados com a saúde dele.
Bolsonaro reage à disputa interna no PL
Bolsonaro divulgou a carta dias depois de o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticar Michelle e Nikolas por supostamente não encamparem a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-J) ao Planalto.
Em dezembro, Flávio anunciou que o pai o escolheu como pré-candidato à Presidência da República em 2026. Outros aliados da direita também têm se envolvido nas discussões públicas. Um grupo estaria mais propenso a apoiar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que diz publicamente que disputará a reeleição.
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Michelle é apontada como possível candidata ao Senado pelo Distrito Federal. Na última terça-feira, 24, a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) afirmou que o partido deve lançar chapa pura para o Senado na unidade federativa, o que pode resultar na candidatura dela e de Michelle às duas vagas.
“Eu e a Michelle somamos forças, trajetórias e públicos diferentes, mas com o mesmo eixo de valores”, declarou Kicis ao g1.
Na carta, Bolsonaro também tratou da estratégia eleitoral. “Numa campanha majoritária, bem como nas vagas para o Senado, os apoios devem vir pelo diálogo e convencimento, nunca por pressões ou ataques entre aliados”, afirmou.
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Neste sábado, 28, o ex-presidente anunciou por meio de carta que o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) será o candidato do partido ao Senado em Mato Grosso do Sul, assim como havia sido adiantado por Oeste.

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