Brasil e Índia firmam acordo estratégico sobre minerais críticos e terras raras

Parceria busca reduzir dependência da China e fortalecer cadeias globais de suprimentos

  • Por Jovem Pan
  • 21/02/2026 08h06
Ricardo Stuckert / PR 21.02.2026 - Cerimônia de troca de atos assinados 21.02.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de troca de atos assinados com o Governo da Índia, na Sala Kailash da Casa Hyderabad. Nova Delhi — Índia Foto: Ricardo Stuckert / PR Presidente Lula durante cerimônia de troca de atos assinados com o Governo da Índia, na Sala Kailash da Casa Hyderabad. Nova Delhi. 

O Brasil e a Índia assinaram um acordo de entendimento sobre terras raras e minerais críticos neste sábado (21) anunciou o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Nova Délhi. Os detalhes da resolução não foram divulgados.

“Ampliar os investimentos e a cooperação em matéria de energias renováveis e minerais críticos está no cerne do acordo pioneiro que assinamos hoje”, detalhou Lula em declaração à imprensa. Já Modi, classificou a resolução como “um passo importante para a construção de cadeias de suprimentos resilientes”.

O Brasil possui as segundas maiores reservas mundiais desses materiais, necessários para a fabricação de produtos que vão de veículos elétricos, painéis solares e smartphones a motores de aviação e mísseis guiados.

A Índia, que busca reduzir a dependência da China, o principal exportador e quem domina a cadeia de fornecimento da maioria desses minerais, tem ampliado a produção e a reciclagem nacional, ao mesmo tempo em que busca novos fornecedores.

Os países também firmaram outros acordos relacionados à cooperação digital e acesso equitativo a medicamentos.

“O Brasil é o maior sócio comercial da Índia na América Latina, e estamos comprometidos em levar nosso comércio bilateral por cerca de US$ 20 milhões nos cinco próximos anos”, detalhou Modi. Em sua declaração, Lula destacou a aliança com a Índia como uma “resposta ao unilateralismo comercial.”

*Estadão Conteúdo