Brasília precisa delas: Mulheres de caráter no centro do Poder
Se a capital federal é o espelho do Brasil, talvez esteja na hora de polirmos esse espelho com vozes femininas
Juliana Moreira Leite - 23/02/2026 10h08

Há algo de profundamente revelador no fato de que ainda se trate como excentricidade a presença de mulheres firmes na política — como se a República fosse um clube antigo, impregnado de fumaça e vícios, onde a sensatez feminina entrasse quase como um acidente histórico.
Brasília não precisa de mais ornamentos discursivos, nem de slogans que envelhecem antes do cafezinho esfriar. Precisa de mulheres que compreendam poder, responsabilidade e consequência.
Um Senado com Caroline de Toni, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis não representaria uma concessão simbólica — representaria um ajuste moral.
O que essas mulheres carregam não é a caricatura do “lugar de fala”, mas a disposição de enfrentar o ambiente hostil de uma capital acostumada a negociar convicções como quem troca gravatas. Elas não pedem licença para existir politicamente; existem com clareza, convicção e, sobretudo, coerência. Num país onde o cinismo virou método, bom senso tornou-se virtude revolucionária.
Precisamos de mais mulheres assim — não como cota, não como performance, mas como eixo. Deputadas que não confundam firmeza com estridência, nem compaixão com fraqueza.
Se Brasília é o espelho do Brasil, talvez esteja na hora de polirmos esse espelho com vozes femininas que saibam que autoridade não é grito, é caráter.
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Juliana Moreira Leite é jornalista especialista em cultura, escritora e curiosa. Nesse espaço vai falar sobre assuntos da atualidades sob a sua visão. |
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