Caiado diz que Banco Master entrará no debate eleitoral
Governador afirma que investigações recentes devem cobrar posicionamento de pré-candidatos; Ratinho Jr. diz que apuração vai definir alcance político do caso
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou nesta sexta-feira, 6, em São Paulo, que investigações em curso, como o caso do Banco Master, devem entrar no debate eleitoral da disputa presidencial deste ano.
Segundo ele, episódios que ganharam repercussão nacional tendem a exigir posicionamento público de lideranças políticas e de possíveis candidatos ao Palácio do Planalto.
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Caiado afirmou que o ambiente político já impõe discussão aberta sobre esses casos. “É a hora de começar o debate. Tem tanta gente envolvida e tantos casos surgindo. Seja o Master, seja o INSS ou outros episódios”, afirmou o governador. “Isso tudo vem à tona e vai exigir posicionamento.”
A declaração ocorreu durante entrevista coletiva depois do evento “Propostas PSD: Modelo para o Brasil”, realizado no Clube Atlético Monte Líbano, na capital paulista.
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O encontro reuniu Caiado, o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD).
Caso Banco Master e menção ao STF
Durante a entrevista, Caiado também comentou questionamentos sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes. O nome do magistrado apareceu em conversas interceptadas pela Polícia Federal com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Moraes nega que a troca de mensagens tenha sido com ele.
Caiado afirmou que qualquer discussão sobre o tema deve seguir os mecanismos institucionais previstos na Constituição. Segundo o governador, eventuais processos envolvendo ministros do STF dependem das prerrogativas do Senado.
Já o governador do Paraná, Ratinho Jr., adotou tom mais cauteloso ao comentar o episódio.
Conforme Ratinho, o peso político do caso dependerá do resultado das investigações conduzidas pelas autoridades. “É um caso de polícia. As investigações é que vão apontar quem esteve envolvido e qual é o problema”, afirmou.
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Quando jornalistas tentaram ouvir o presidente do PSD, Gilberto Kassab, ele preferiu encerrar a entrevista. “Obrigado, pessoal”, disse Kassab, ao acenar para os repórteres.
Eduardo Leite não teve a oportunidade de comentar o caso.
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