Política

Câmara dos Deputados aprova acordo Mercosul-UE

Tramitação do acordo inclui debate sobre proteção a produtos agropecuários

Plenário da Câmara analisou o PL Antifacção na noite desta terça-feira, 24
Com aprovação, acordo segue para o Senado | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira, 25, o acordo de livre comércio firmado entre o Mercosul e a União Europeia. Com a aprovação, o texto segue para o Senado, onde será relatado pela senadora Teresa Cristina (PP-MS). 

Na Câmara, o acordo Mercosul-UE teve como relator o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP). No parecer, o parlamentar destacou a conclusão das negociações entre os blocos. Ele classificou o entendimento como resultado de mais de 25 anos de tratativas diplomáticas. “A assinatura deste acordo mostra a solidez de nossa economia”, afirma o relatório.

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O texto também menciona o avanço da força produtiva brasileira. Segundo o relator, o tratado posiciona o país nas transformações econômicas globais. Ele defende a integração às cadeias globais de valor.

Mercosul-UE e salvaguardas para o agro

Apesar do apoio ao acordo Mercosul-UE, Marcos Pereira apontou preocupação com produtos agropecuários e agroindustriais. O relator pediu edição de norma específica para garantir segurança jurídica às exportações.

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Durante a sessão desta quarta-feira, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), comentou o tema. Motta relatou reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Segundo ele, o governo indicou que deve editar decretos com salvaguardas durante a tramitação.

Na terça-feira, 24, a representação brasileira no Parlamento do Mercosul aprovou o texto.

Concluída essa etapa, o acordo passou a tramitar como projeto de decreto legislativo.

O acordo Mercosul-UE foi celebrado em Assunção, no Paraguai, no início do ano. O tratado ainda depende de aprovação por maioria simples no Parlamento Europeu e também exige ratificação pelos parlamentos nacionais dos países do Mercosul.

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Caso o Congresso brasileiro aprove o texto no primeiro semestre, o Brasil poderá iniciar efeitos internos. Nesse cenário, não precisará aguardar ratificação de Argentina e Paraguai.

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