Câmara dos Deputados aprova acordo Mercosul-UE
Tramitação do acordo inclui debate sobre proteção a produtos agropecuários

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira, 25, o acordo de livre comércio firmado entre o Mercosul e a União Europeia. Com a aprovação, o texto segue para o Senado, onde será relatado pela senadora Teresa Cristina (PP-MS).
Na Câmara, o acordo Mercosul-UE teve como relator o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP). No parecer, o parlamentar destacou a conclusão das negociações entre os blocos. Ele classificou o entendimento como resultado de mais de 25 anos de tratativas diplomáticas. “A assinatura deste acordo mostra a solidez de nossa economia”, afirma o relatório.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais de Política em Oeste
O texto também menciona o avanço da força produtiva brasileira. Segundo o relator, o tratado posiciona o país nas transformações econômicas globais. Ele defende a integração às cadeias globais de valor.
Mercosul-UE e salvaguardas para o agro
Apesar do apoio ao acordo Mercosul-UE, Marcos Pereira apontou preocupação com produtos agropecuários e agroindustriais. O relator pediu edição de norma específica para garantir segurança jurídica às exportações.
Leia mais: “Lula envia ao Congresso acordo Mercosul–União Europeia“
Durante a sessão desta quarta-feira, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), comentou o tema. Motta relatou reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Segundo ele, o governo indicou que deve editar decretos com salvaguardas durante a tramitação.
Na terça-feira, 24, a representação brasileira no Parlamento do Mercosul aprovou o texto.
Concluída essa etapa, o acordo passou a tramitar como projeto de decreto legislativo.
O acordo Mercosul-UE foi celebrado em Assunção, no Paraguai, no início do ano. O tratado ainda depende de aprovação por maioria simples no Parlamento Europeu e também exige ratificação pelos parlamentos nacionais dos países do Mercosul.
Leia mais: “Acordo Mercosul-UE: CNA alerta para riscos ao agro brasileiro“
Caso o Congresso brasileiro aprove o texto no primeiro semestre, o Brasil poderá iniciar efeitos internos. Nesse cenário, não precisará aguardar ratificação de Argentina e Paraguai.

Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.