Carla Zambelli: Justiça italiana conclui audiência sobre extradição
Tribunal de Apelação de Roma analisa mérito do pedido brasileiro; ainda pode solicitar documentos extras

O Tribunal de Apelação de Roma encerrou nesta quinta-feira, 12, a audiência que discute a extradição da ex-deputada Carla Zambelli. Os magistrados italianos concluíram a análise do mérito do processo, mas a Corte ainda não comunicou o veredito oficial. O governo brasileiro aguarda o posicionamento dos juízes, que podem aceitar o pedido, negá-lo ou solicitar informações complementares para embasar a sentença.
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O julgamento sofreu sucessivos adiamentos em dezembro e janeiro, pois os magistrados italianos solicitaram mais tempo para analisar a documentação enviada por Brasília. Na última terça-feira, 10, a Justiça da Itália negou um recurso da defesa que pedia a substituição dos juízes do caso. Os advogados de Carla Zambelli alegavam parcialidade dos julgadores, mas o tribunal rejeitou a suspeição e manteve o rito processual.
Histórico de condenações de Carla Zambelli
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Carla Zambelli em duas ocasiões distintas. Em uma das sentenças, a Corte impôs a pena de dez anos de prisão pelos crimes de invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça e falsidade ideológica. Os magistrados entenderam que a ex-deputada atuou em associação com o hacker Walter Delgatti Neto para fraudar os registros do Judiciário brasileiro.
Na segunda condenação, a ex-parlamentar recebeu a pena de cinco anos e três meses de prisão, em regime semiaberto, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Carla Zambelli deixou o Brasil logo que a primeira decisão judicial se tornou pública e buscou refúgio em território estrangeiro.
As autoridades italianas prenderam a ex-deputada em julho passado, durante uma operação conjunta com a polícia brasileira. A captura ocorreu em decorrência da ordem internacional expedida pelo STF. Agora, a defesa tenta evitar a extradição com o argumento de que a permanência na Itália configura um exílio político necessário diante das decisões da Corte brasileira.
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