Carlos Bolsonaro diz que Moraes abusa do poder e ‘expõem Jair Bolsonaro a riscos humanos’

Preso em Brasília, ex-presidente passou os últimos sete dias internado para tratar de crise de soluços e foi submetido a quatro cirurgias, recebendo alta nesta quinta-feira (1)

  • Por Sarah Américo
  • 01/01/2026 21h08 - Atualizado em 01/01/2026 21h11
ROBERTO SUNGI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO família bolsonaro Os vereadores Carlos Bolsonaro (PL-RJ) (d) e Jair Renan Bolsonaro (PL-SC)(e) durante ato em apoio ao pai, o ex- presidente Jair Bolsonaro (PL)(c), na Avenida Paulista

Carlos Bolsonaro (PL) filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) de não permitir prisão domiciliar para o ex-mandatário, que está preso em Brasília desde novembro de 2025. “O que está em curso no Brasil não é a aplicação rigorosa da lei, mas um exercício reiterado de abuso de poder, concentrado nas mãos de um ministro que ultrapassou, há muito tempo, qualquer limite aceitável em um Estado de Direito”, escreveu Carlos no X, sem citar Moraes diretamente.

“As decisões tomadas por esse sujeito não apenas violam garantias constitucionais básicas, como expõem deliberadamente Jair Bolsonaro a riscos reais, físicos e humanos”, acrescentou. Preso em Brasília, Bolsonaro passou os últimos sete dias internado para tratar de crise de soluços. No hospital, ele foi submetido a quatro cirurgias, recebendo alta nesta quinta-feira (1).

“O Brasil não pode ser governado por decisões personalistas, sem contraditório efetivo, sem limites e sem responsabilidade”, continuou Carlo no post, finalizando com uma mensagem dedicada ao pai. “Mantenha, Pai!”.

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Na quarta-feira (31), a defesa de Jair Bolsonaro voltou a solicitar prisão domiciliar para o ex-mandatário por causa do estado de saúde. “A permanência desse paciente em estabelecimento prisional, tão logo obtenha alta hospitalar, submeter-lhe-ia a risco concreto de agravamento súbito do estado de saúde”, diz a petição.

O STF condenou em setembro o ex-presidente a 27 anos de prisão por liderar um plano frustrado para se manter no poder, após perder as eleições para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2022. Bolsonaro, de 70 anos, foi operado em 25 de dezembro de uma hérnia inguinal e depois realizou um procedimento contra suas crises recorrentes de soluço.