Política

Carlos diz haver ‘elevado risco de morte’ para Bolsonaro

Advogados devem fazer novo pedido de prisão domiciliar em razão de quadro que apontaria ‘dez comorbidades relevantes’

Carlos Bolsonaro diz que a vida de seu pai está em risco na prisão | Foto: Renan Olaz/CMRJ
Carlos Bolsonaro diz que a vida de seu pai está em risco na prisão | Foto: Renan Olaz/CMRJ

O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro publicou mensagem no X, nesta terça-feira, 10, dizendo que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, está sujeito a “elevados riscos de morte” enquanto cumpre prisão 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.

Em razão do quadro clínico, que apontaria a existência de ao menos “dez comorbidades relevantes”, segundo a mensagem de Carlos, a defesa do ex-presidente deve protocolar ainda nesta terça-feira, 10, um novo pedido de prisão domiciliar. 

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Carlos: laudos comprovam gravidade

Carlos Bolsonaro afirmou nas redes sociais que os advogados decidiram reiterar o requerimento com base em avaliações médicas recentes. A iniciativa busca sensibilizar a Justiça. Além disso, a equipe jurídica sustenta que Bolsonaro enfrenta problemas de saúde que exigem atenção constante. 

Carlos acrescentou que tanto o laudo da Polícia Federal quanto o laudo do médico-assistente confirmam a situação de ameaça e a necessidade de monitoramento contínuo. A defesa aposta nesses elementos para reforçar a solicitação.

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O novo pedido de prisão domiciliar surge como parte central da estratégia da defesa de Bolsonaro. Os advogados argumentam que a condição clínica do ex-presidente demanda cuidados frequentes. Ainda assim, um laudo da Polícia Federal apresenta uma avaliação mais cautelosa. O documento reconhece a necessidade de acompanhamento, mas não considera indispensável a transferência imediata.

A perícia médica ocorreu no dia 20 de janeiro. Ela analisou o estado geral do ex-presidente. O parecer técnico destacou a importância da vigilância médica contínua. No entanto, concluiu que a permanência no local atual de detenção não representa impedimento clínico. A interpretação abriu espaço para novas disputas jurídicas sobre o tema.

Quase um mês na Papudinha

Bolsonaro está preso desde 15 de janeiro na chamada Papudinha, que recebe custodiados em casos específicos. Desde então, a defesa tenta reverter o regime de detenção. O argumento principal permanece centrado na saúde e no risco de agravamento do quadro.

O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão. A condenação se refere a uma suposta trama golpista relacionada às eleições de 2022. O caso continua a provocar reações no meio político. Enquanto isso, a defesa reforça a necessidade da prisão domiciliar como alternativa mais segura para o tratamento médico.

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