(Foto: Imagem criada utilizando Open AI/Gazeta do Povo)

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Prezado Candidato,

Essa carta é assinada por mim, mas tenho certeza de que representa o pensamento de muitos. Quero falar das principais aspirações que eu, cidadão e pagador de impostos, tenho de um governo que se proponha a trabalhar a favor do país, e não contra ele – como, infelizmente, tem sido a tradição brasileira.

Primeiro, e acima de tudo, o brasileiro cansou de viver com medo do crime.

Como eu explico no meu livro A Construção da Maldade, desde a década de 1980 está em andamento um projeto de destruição da segurança pública brasileira. Esse é um programa de caráter marxista; sua base é a disseminação da ideia do criminoso como “vítima da sociedade”. O Direito é dominado por doutrinas como o garantismo – que coloca a justiça a serviço dos direitos do criminoso e esquece a vítima – o abolicionismo penal, que propõe a simples abolição da prisão de criminosos, e a “criminologia crítica”, que diz que certos crimes – como estupro, assalto, sequestro e tráfico – não devem ser punidos porque são “crimes de pobre”.

Para ser um bom presidente não é necessário resolver todos os problemas do país. Ninguém consegue fazer isso. Se você der ao brasileiro mais tranquilidade para viver, e reduzir o que ele paga de impostos, você terá sido um dos grandes presidentes da história

Os índices criminais do Brasil são absurdamente altos, incompatíveis com nosso estágio de desenvolvimento. A sensação de insegurança é intolerável e afeta tudo o que fazemos.

O primeiro passo para a mudança é uma reforma na legislação, para que o sistema de justiça criminal coloque a vítima em primeiro lugar e consiga neutralizar os criminosos. Para isso será necessário enfrentar o gigantesco e bem financiado lobby pró-bandido infiltrado nos Três Poderes. A segunda medida é um programa emergencial de reforma do sistema prisional, com a retomada do controle das prisões (que hoje está com as facções) e a construção de um milhão de novas vagas padrão ONU. Isso é necessário e absolutamente viável. Um programa como esse custaria menos do que os governos de esquerda já gastaram com a construção de uma única refinaria, a ainda inacabada Abreu e Lima (que já custou mais de cem bilhões de reais).

Depois da segurança, vem a sobrevivência – a capacidade de pagar as contas no final do mês, de comprar comida e dar uma vida decente à família. Senhor candidato: são os trabalhadores e a iniciativa privada que produzem riqueza, empregos e desenvolvimento. O governo deve atuar como um árbitro imparcial e distante, resolvendo disputas e garantindo a segurança necessária para o funcionamento da economia. E só isso.

É preciso acabar com os programas populistas que ensinam ao brasileiro, desde jovem, a depender do governo. É preciso reduzir a interferência do Estado nas atividades econômicas, privatizando todas as estatais, limitando leis e regulamentações que criam dificuldades para vender facilidades, e reduzindo a interferência no relacionamento entre empregadores e empregados. Como já disse Margaret Thatcher, a sociedade precisa de uma escada e de uma rede de segurança. A escada é para permitir que as pessoas subam na vida com seu próprio esforço. A rede é para amparar aqueles que, por alguma razão, não têm condições de cuidar de si próprios.

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O objetivo da rede não é embalar o sono esplêndido de quem prefere depender dos outros.

Candidato, estamos cansados de sustentar uma máquina pública ineficiente e perdulária. Estamos cansados de sustentar vidas de luxo para aqueles que ocupam altos cargos no Estado. Esperamos de você um programa de corte de custos da máquina estatal que vá muito além da retórica esgotada de “combate aos supersalários” – uma agenda que o Brasil repete desde a época de Fernando Collor, enquanto os salários e penduricalhos ficam cada vez mais turbinados.

É essencial dar o exemplo. Escolha medidas impactantes e simbólicas. Aqui vão sugestões: reduza dramaticamente o número de carros oficiais. Elimine todas as viagens internacionais nos primeiros dois anos. Proíba a realização de qualquer megaevento financiado com o dinheiro público. Venda os jatinhos do governo. Venda o avião presidencial. Elimine 90% dos “cartões corporativos”.

Estabeleça uma meta de reduzir as despesas do Estado em 25% durante o seu governo. Estabeleça uma meta de reduzir a carga tributária neste mesmo percentual. Sabemos que o país vive uma selva tributária, construída ao longo de muitos anos, e que só piorou com a “reforma” tributária. Não importa; faça da redução de impostos um de seus objetivos. O próximo presidente da República precisa entender que cada centavo gasto pelo Estado é dinheiro que foi tirado do orçamento das famílias.

Que os brasileiros se lembrem de você como o presidente que mais reduziu impostos e gastos do governo, e que colocou a segurança acima de tudo.

Para ser um bom presidente não é necessário resolver todos os problemas do país. Ninguém consegue fazer isso. Se você der ao brasileiro mais tranquilidade para viver, e reduzir o que ele paga de impostos, você terá sido um dos grandes presidentes da história.

Boa sorte e que Deus o abençoe.

Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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