Política

Ciro Nogueira e Rueda assinam nota em defesa de Toffoli

Texto afirma que críticas ao magistrado 'enfraquecem o sistema democrático'

dias toffoli
O ministro Dias Toffoli, durante a abertura do Ano Judiciário, no STF - 2/2/2026 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

A Federação União Progressista divulgou nota em defesa do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira, 13. No texto, a entidade afirma que há “narrativas que querem colocar a opinião pública contra o ministro” e alerta para o risco de consolidação de acusações sem fundamento.

O texto é assinado por Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, e Antonio Rueda, presidente do União Brasil

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“Uma versão caluniosa, que passa a ser tratada como verdade justamente pela repetição”, diz a nota. A federação sustenta que ataques ao ministro representam tentativa de enfraquecer não apenas um integrante da Corte, mas o próprio sistema democrático.

“A Justiça se fortalece quando há equilíbrio e respeito às instituições”, afirma o documento. A entidade também declara confiança na integridade de Toffoli.

Ao fim da nota, a federação afirma que segue “confiante na Justiça e na responsabilidade institucional que sustenta o Brasil”.

Relatório da PF sugere possíveis crimes de Toffoli no caso Master

Toffoli deixa a relatoria do caso Master
O ministro Dias Toffoli deixa a relatoria do caso Master – Brasília (DF) | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O relatório que a Polícia Federal (PF) encaminhou ao STF sobre a relação entre o ministro Dias Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, destacou indícios de irregularidades cometidas pelo juiz. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

O conteúdo do documento, classificado como Informação de Polícia Judiciária e protocolado no gabinete do presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, pode resultar tanto na análise sobre a imparcialidade de Toffoli quanto na abertura de uma investigação formal contra o magistrado.

A fundamentação para o envio ao STF segue o artigo 33 da Lei Orgânica da Magistratura. Ele determina o encaminhamento de suspeitas que envolvem juízes aos tribunais competentes.

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Segundo o artigo citado, “quando, no curso de investigação, houver indício da prática de crime por parte do magistrado, a autoridade policial, civil ou militar, remeterá os respectivos autos ao tribunal ou órgão especial competente para o julgamento, a fim de que prossiga na investigação”. A Polícia Federal não tem permissão para avançar em apurações sobre ministros do STF sem o aval da própria Corte.

A petição também se baseou em regra do regimento interno do Supremo sobre a arguição de suspeição. Esse processo questiona a imparcialidade do magistrado e precisa ser submetido ao presidente do tribunal, acompanhado de provas e lista de testemunhas.

Depois da chegada do relatório, Fachin decidiu instaurar uma arguição de suspeição, procedimento que pode resultar no afastamento do juiz do caso, e encaminhou a questão para manifestação de Toffoli.

O ministro respondeu, nesta quinta-feira, 12, e disse não identificar motivo para se retirar do processo. Apesar disso, uma decisão a portas fechadas entre ministros culminou na saída de Toffoli da relatoria.

Em nota, Dias Toffoli declarou que “jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”.

Leia também: “Sem saída”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 309 da Revista Oeste

2 comentários
  1. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    Esse Ciro Nogueira provou de vez que é um canalha da maior espécie , agora falta Kassab assinar esse absurdo.