Política

Cláudio Castro decide depois do Carnaval se disputará o Senado

Governador do Rio de Janeiro, pelo Partido Liberal, analisa o cenário para tomar uma decisão

Cláudio Castro candidatura governador Rio Senado
Cláudio Castro acredita que teve ganho político com operação policial no Rio | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) vai definir, depois do Carnaval, se irá se desincompatibilizar do cargo até a data-limite, 4 de abril, para disputar o Senado. Ele já havia adiantado esta posição no dia 8 de novembro, em evento na capital paulista.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

“Essa decisão vem depois do Carnaval, tanto do meu sucessor, quanto da minha vida política, a gente vai esperar realmente essas festas de fim de ano, entender esse movimento, entender esse crescimento, o que é que é crescimento, o que seria uma bolha, qual foi o meu crescimento real, para aí poder pensar em algum projeto”, afirmou o governador.

Na ocasião, Castro comemorava o que definiu como sucesso da Operação Contenção, em 28 de outubro de 2025, na qual forças de segurança do Estado do Rio de Janeiro realizaram operações para conter o avanço do Comando Vermelho (CV).

Cerca de 2,5 mil agentes policiais participaram e executaram 100 mandados de prisão para deter membros da facção em 26 comunidades da Zona Norte do Rio de Janeiro, especialmente nos complexos da Penha e do Alemão. Houve confrontos intensos ocorreram durante o dia inteiro, que causaram 121 mortes e apreensão de mais de uma tonelada de drogas e 118 armas, entre as quais 93 fuzis.

Castro disse que a operação o fez crescer politicamente e que precisava entender a dimensão do crescimento para tomar uma decisão. “Quero avaliar qual foi o meu crescimento real, para aí poder pensar em algum projeto”, observou o governador. “Ficar até o final é uma opção, continua sendo uma opção, e vai depender do nosso campo político.”

Cláudio Castro diante de algumas questões

Há a possibilidade dele deixar o cargo logo depois do Carnaval, no início de março até depois do aniversário de Castro, em 29 de março, relata o jornal O Globo. Uma questão que também impediu uma definição mais rápida em relação à candidatura ou não ao Senado foram questões judiciais enfrentadas pelo governador.

Leia mais: “CPI do Crime Organizado define data para depoimento de Castro”

Tramita no Tribunal Superior Eleitoral uma ação que examina suspeitas de abuso de poder relacionado ao Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) durante o período que antecedeu as eleições de 2022.

O processo, que pode resultar na perda do mandato e na declaração de inelegibilidade, teve sua análise interrompida por um pedido de vista cujo prazo está prestes a terminar. Antes da suspensão, a relatora, ministra Isabel Gallotti, havia se posicionado pela condenação.

A ausência de um vice-governador no Rio também atrapalha. A vacância do cargo de número dois ocorreu quando Thiago Pampolha deixou a função para assumir posto no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Diante dessa situação, eventual afastamento do chefe do Executivo exigiria a realização de eleição indireta para definir um ocupante provisório do governo.

Diante dssa possibilidade, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprovou normas que disciplinam o procedimento interno para escolha desse governante interino. O modelo, contudo, contém dispositivos considerados controversos. Isso abre brecha para questionamentos no Supremo Tribunal Federal (STF). Estas, e outras questões, serão consideradas para a decisão do governador.

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.