Com habeas corpus, filho de sócio do ‘Careca do INSS’ presta depoimento na CPMI
Paulo Camisotti, filho do empresário Maurício Camisotti, tem se esquivado de responder até perguntas de conhecimento público sobre as fraudes contra aposentados

Depois de uma manhã marcada por brigas e empurra-empurra, a CPMI do INSS retornou às atividades na tarde desta quinta-feira, 26, com o depoimento de Paulo Camisotti, filho do empresário Maurício Camisotti.
Ver essa foto no InstagramReceba nossas atualizações
Paulo Camisotti compareceu à CPMI do INSS com habeas corpus concedido pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Dessa forma, ele tem o direito de permanecer em silêncio em perguntas que possam incriminá-lo.
+ PT apela a Alcolumbre para anular a quebra de sigilos de Lulinha
O depoimento iniciou-se com as perguntas do relator do colegiado, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Paulo tem se esquivado de responder a maior parte das indagações, incluindo sobre informações de conhecimento público.
Paulo ficou em silêncio, por exemplo, sobre onde o pai estaria localizado. Maurício Camisotti está preso em decorrência das acusações relativas às fraudes contra aposentados. Ele é ex-sócio de Carlos Antônio Antunes Camilo, o “Careca do INSS”.
Depoimentos cancelados na CPMI do INSS
Outras dois depoimentos estavam previstos para esta quinta-feira e foram suspensos: a do deputado estadual Edson Cunha, que obteve habeas corpus, e a do empresário Cecílio Galvão, que alegou compromissos pessoais e comunicou que não poderia comparecer.
O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que continuará insistindo na tomada dos depoimentos e que não descarta determinar condução coercitiva, se necessário.
Quebra de sigilos de Lulinha
Mais cedo, houve uma briga generalizada na comissão no momento da aprovação dos requerimentos em desfavor de Lulinha. A situação começou quando o deputado Rogério Correia (PT-MG) partiu para cima da mesa da presidência da CPMI.
Quando os ânimos foram acalmados e a sessão retomada, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) disse que a contagem de votos do presidente da CPMI foi ‘ilegal’: 16 a favor e 7 contra de 31 parlamentares presentes. Os petistas afirmam que foram 14 contrários.
“Eu requeiro a Vossa Excelência que anule o resultado por erro material da contagem e que Vossa Excelência anuncie o resultado verdadeiro, baseado nas imagens, nas fotos”, declarou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) na comissão. “Não havendo, presidente, por parte da Vossa Excelência, esse entendimento, eu comunico que nós vamos interpretar como uma ação deliberada do senhor para fraudar o resultado da votação. E, diante deste fato, nós iremos até o presidente do Congresso Nacional para solicitar a imediata anulação que teve aqui, e, ao mesmo tempo, vamos fazer uma representação no Conselho de Ética do Congresso Nacional contra Vossa Excelência por decisão de fraudar o resultado da votação.”
Em resposta a Pimenta, o presidente da comissão afirmou que a situação levantada pela base governista estava “superada” e que durante a votação fez a checagem dos votos: “Inclusive, muitos dos parlamentares estavam sentados”.
Depois de anunciar o intervalo da sessão, Viana falou sobre a ala esquerdista: “Podia reclamar do jeito que desejarem, mas segui exatamente a regra”. “E a mesma regra que eles me impuseram logo no início da sessão.”
“Eu sei que eu segui o regimento”, ressaltou. “Agora, daqui para a frente, está quebrado o sigilo e mantido o resultado.”

Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.