CPI do Crime Organizado aprova convocação de irmãos de Toffoli
Comissão também aprovou quebras de sigilo e convite a Daniel Vorcaro, do Banco Master

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou nesta quarta-feira, 25, a convocação dos irmãos do ministro Dias Toffoli e a quebra de sigilo da empresa Maridt Participações S.A., da qual ele é sócio. O colegiado também determinou a convocação do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A comissão aprovou ainda a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do banco entre 2022 e 2026, além do envio de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O objetivo é identificar operações atípicas e possíveis conexões com organizações criminosas.
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A relação com Toffoli entrou no radar depois de a Polícia Federal consultar o Supremo Tribunal Federal sobre eventual suspeição do ministro em processos ligados ao Master. Mensagens encontradas no celular de Vorcaro mencionavam o magistrado.
Reportagens mostraram que, entre 2021 e 2025, empresa dos irmãos Toffoli dividiu o controle do Tayayá, no Paraná, com o fundo Arleen, apontado como integrante da rede de fundos ligados ao Master. Em nota anterior, Toffoli afirmou que nunca soube quem era o gestor do Arleen e negou relação com Vorcaro.
Parlamentares querem convidar mulher de Moraes

A CPI também aprovou convite à advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes. Reportagem revelou que o Master contratou seu escritório por R$ 3,6 milhões mensais, em acordo com duração prevista de 36 meses a partir de 2024.
Segundo a publicação, o contrato poderia render até R$ 129 milhões caso não houvesse liquidação da instituição. O escritório não se manifestou, assim como o gabinete de Moraes e a defesa de Vorcaro.
Outros nomes convocados para a CPI
A CPI também convocou Roberto Campos Neto e Paulo Guedes. Outros nomes foram convidados, entre eles o próprio Toffoli.
Foram aprovados pedidos à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e à Inframerica para envio de registros de voos e acessos a áreas de aviação executiva em 2025, além de requisições sobre ativos aeronáuticos vinculados a Vorcaro e empresas relacionadas.
Segundo o relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), as medidas marcam fase decisiva da CPI, com foco no cruzamento de dados financeiros, societários e logísticos para apurar eventual infiltração do crime organizado em estruturas de poder.
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