CPI do Crime Organizado vota quebra de sigilo de empresa ligada a Toffoli
Requerimento apresentado por Alessandro Vieira mira a Maridt, que vendeu participação no Tayayá Resort

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado deve votar nesta quarta-feira, 25, em sessão aberta, o requerimento que pede a quebra do sigilo fiscal da Maridt, empresa pertencente ao ministro Dias Toffoli e a dois de seus irmãos, o padre José Carlos e o engenheiro José Eugênio.
O pedido foi protocolado no último dia 14 pelo senador Alessandro Vieira. Nos bastidores, há movimentação para retirá-lo de pauta — articulação que teria partido do próprio Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente dos gabinetes de Alexandre de Moraes e do próprio Toffoli.
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A quebra de sigilo da Maridt é considerada estratégica, porque a empresa vendeu, em 2025, sua participação — equivalente a um terço — no Tayayá Resort, empreendimento que ganhou notoriedade recente. Entre os sócios estava o pastor Fabiano Zettel, cunhado e ex-assessor de Daniel Vorcaro.

As investigações podem esclarecer se a Maridt prestava serviços de consultoria ou mantinha contratos com escritórios de advocacia que previam pagamentos mensais. Há suspeitas de que a resposta seja positiva em ambos os casos. Também pode vir à tona o destino final dos recursos recebidos pela empresa por esses serviços.
As informações são da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.
CPI aprova convite a Toffoli, Moraes e sua mulher, Viviane
A CPI aprovou, nesta quarta-feira, requerimentos de convite para que autoridades compareçam ao colegiado. Os nomes na lista incluem os ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, assim como sua mulher, a advogada Viviane Barci.
Por se tratar de convites, não de convocações, as autoridades não são obrigadas a atender ao chamado da comissão. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, também foram chamados.

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