Política

Defensoria Pública do Tocantins propõe jornada 3x1 para agentes

Projeto prevê até dez dias de licença por mês, com possibilidade de conversão em dinheiro, além da criação de novos cargos na instituição

Pedro Aires Gonçalves, defensor público-geral de Tocantins | Foto: Divulgação/DPE-TO
Pedro Aires Gonçalves, defensor público-geral de Tocantins | Foto: Divulgação/DPE-TO

A Defensoria Pública do Tocantins encaminhou à Assembleia Legislativa do Estado um projeto de lei que institui licença compensatória para defensores públicos. A proposta autoriza um dia de folga a cada três dias de acúmulo de processos, funções administrativas ou atividades consideradas excepcionais.

O texto estabelece limite de dez dias de licença por mês. Também permite a conversão da folga em indenização financeira. Na prática, o benefício já existe na magistratura e no Ministério Público, onde aparece nos contracheques como “licença-compensatória”.

Receba nossas atualizações

Tocantins: argumento é a equiparação

A proposta é assinada pelo defensor público-geral Pedro Alexandre Conceição Aires Gonçalves. O texto afirma que o defensor fará jus a um dia de licença a cada três dias de acúmulo de processo, função administrativa ou exercício de atividades de relevância singular ou atípicas.

Segundo o chefe da instituição, a medida promove equiparação ao regime já adotado no Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins e no Ministério Público estadual. Ele sustenta que a licença se destina a situações extraordinárias, como participação em conselhos, mutirões e serviços itinerantes.

Leia também: “Um país em busca de ética”, artigo de Roberto Motta publicado na Edição 309 da Revista Oeste

Em dezembro, os defensores públicos do Tocantins receberam remuneração média de R$ 30 mil. Caso o projeto seja aprovado, a estrutura da instituição também será ampliada. O texto cria quatro cargos de Defensor Público de 1ª Classe e 16 cargos comissionados de Assessor Técnico de Defensor Público.

Atualmente, o Estado conta com 103 defensores. Com a aprovação da proposta, o número poderá chegar a 107 membros na carreira. A ampliação ocorre em meio ao debate sobre gastos públicos e benefícios adicionais no sistema de Justiça.

Para o defensor-geral, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o projeto representa adequação administrativa. Ele afirma que o benefício não cria privilégio inédito. Sustenta que apenas replica modelo já adotado por outros órgãos do sistema de Justiça.

A Defensoria do Tocantins presta atendimento à população com renda de até 2,5 salários mínimos. A instituição atua em todas as regiões do Estado. O projeto agora depende de análise e votação dos deputados estaduais.

+ Leia mais notícias de Política na Oeste

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.