Política

Delatores revelam propinas e fraudes em obra de hotel de Daniel Vorcaro

Esquema utilizou fundos de pensão estatais para financiar o empreendimento Golden Tulip

daniel vorcaro - dono do banco master - palestra
Daniel Vorcaro era o dono do Banco Master, instituição financeira que foi liquidada judicialmente pelo Banco Central | Foto: Reprodução/YouTube/@JornaldaRecord

Uma delação premiada firmada em 2019 pelos operadores financeiros Christian Rego, Felipe Fonseca e Bruno Moraes detalha esquemas de corrupção envolvendo Daniel Vorcaro e seu pai, Henrique Vorcaro. Segundo a revista Veja, os depoimentos revelam fraudes na captação de R$ 100 milhões junto a fundos de previdência de servidores municipais e estatais para a construção do Hotel Golden Tulip Belo Horizonte. O empreendimento, anunciado pela família Vorcaro antes da criação do Banco Master, visava a Copa do Mundo de 2014.

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Os delatores apresentaram provas de que o grupo obteve os aportes milionários mediante o pagamento de propina a gestores dos fundos de pensão. Após o recebimento dos recursos, o esquema desviava o dinheiro por meio de notas fiscais falsas emitidas por empresas de fachada. As investigações indicam que as irregularidades ocorreram em 2011, período em que os Vorcaro promoviam o hotel como o maior e mais luxuoso de Minas Gerais.

Vorcaro antes do Master

De acordo com a publicação, a colaboração premiada vincula o financiamento do hotel a figuras conhecidas em escândalos de corrupção. O esquema contou com a atuação de operadores de propina ligados ao PT e à Odebrecht, além do doleiro Fayed Traboulsi. Os delatores citaram também a participação do político Anthony Garotinho nas articulações que viabilizaram as fraudes contra os institutos de previdência.

As revelações expõem o histórico de negócios da família Vorcaro antes da ascensão no setor bancário. O material entregue às autoridades pelos três operadores do mercado financeiro inclui evidências documentais sobre como o grupo estruturou a operação para captar investimentos públicos e, posteriormente, drenar os valores por meio da rede de empresas de fachada. Até o momento, o hotel Golden Tulip BH permanece como o centro das apurações sobre desvios em fundos estatais.

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