Política

Deputada aciona Conselho de Ética contra Lewandowski por conflito de interesses

Representação pede investigação sobre vínculo com Banco Master

Lewandowski participará da 6ª sessão da CPI I Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Ex-ministro de Lula Ricardo Lewandowski | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) acionou, na sexta-feira 6, o Conselho de Ética da Presidência da República contra o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski. Ela solicita investigação sobre o envolvimento do ex-ministro no caso do Banco Master.

Zanatta pede que o órgão apure supostos “indícios de conflito de interesses, captura de função pública e violação aos deveres de integridade da Alta Administração, vínculos com o Banco Master e grupo econômico correlato”.

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O escritório da família de Lewandowski, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), foi contratado pelo Master de 2023 a agosto de 2025. O banco pagou R$ 5 milhões por consultoria jurídica.

A deputada pede ainda que o Conselho de Ética notifique Lewandowski. Ela solicita que ele apresente “descrição detalhada do vínculo com o Banco Master e/ou empresas do grupo”, “períodos de vigência, valores, forma de pagamento e notas/contratos”.

Além de “informações sobre eventuais contatos institucionais com representantes do grupo durante e depois do exercício do cargo público”. A deputada também pede que haja “declaração sobre eventual intermediação política para contratação/indicação”.

Lula defende ex-ministro Lewandowski

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu Lewandowski na quinta-feira 5. Ele afirmou que o jurista encerrou o contrato com o banco ao integrar o governo.

“O Lewandowski é um dos maiores juristas que este país já produziu”, afirmou Lula à imprensa. “E todo e qualquer bom jurista é contratado por qualquer empresa que esteja com qualquer dificuldade. E o Lewandowski tinha deixado a Suprema Corte, ele fez um contrato para trabalhar no banco. Quando eu o convidei para vir, ele saiu do banco. Não tem problema nenhum. Todo mundo trabalha para alguma empresa neste país.”

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