Equipe de fotografia do Senado Federal capturou agressão de Rogério Correia (PT-MG) a Luiz Lima (Novo-RJ).
Equipe de fotografia do Senado Federal capturou agressão de Rogério Correia (PT-MG) a Luiz Lima (Novo-RJ). (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

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O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) admitiu ter agredido o deputado federal Luiz Lima (Novo-RJ) durante a confusão causada pela aprovação da quebra dos sigilos fiscal e bancário de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT) conhecido como "Lulinha". Ele se justificou dizendo que caiu no chão em meio aos empurrões.

"Eu realmente atingi o deputado, não vou mentir aqui. Eu o atingi, peço desculpas. E o fiz no momento em que fui também empurrado. E Vossa Excelência viu, todos viram que eu caí no chão e também fui agredido. Não vou ficar aqui choramingando, mas eu fui empurrado e caí no chão", disse, após a votação ocorrida nesta quinta-feira (26).

O líder do Novo na Câmara, deputado federal Marcel van Hattem (RS) prometeu acionar o Conselho de Ética contra a atitude do petista. Correia, por sua vez, alega ter sido ameaçado durante o bate-boca. A sessão foi suspensa por 15 minutos.

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Parlamentares confrontam resultado, mas Carlos Viana insiste que contou os votos duas vezes. Parlamentares confrontam resultado, mas Carlos Viana insiste que contou os votos duas vezes. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

O PT alega que houve manipulação no resultado, com maioria contra o requerimento. Com isso, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) deve recorrer ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), para anular a votação.

Durante as investigações, a Polícia Federal (PF) encontrou uma mensagem em que o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "careca do INSS", menciona um pagamento de R$ 300 mil ao "filho do rapaz", apelido que é atribuído pelos investigadores a Lulinha.

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (BA), saiu em defesa de Lulinha: em entrevista à CNN Brasil, o parlamentar disse que o filho do presidente e sua família possuem um padrão de vida "bastante modesto". A indignação, de acordo com ele, se dá pela diferença de tratamento que o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), confere às bancadas, privilegiando requerimentos da oposição em detrimento dos do governo.

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