Direita exige queda de Moraes depois de mensagens com Vorcaro
Parlamentares apontam 'obstrução de justiça' e questionam silêncio do Senado

A direita brasileira reagiu com indignação às novas revelações da Polícia Federal (PF) que ligam o ministro Alexandre de Moraes diretamente ao banqueiro Daniel Vorcaro. O conteúdo extraído do celular do dono do Banco Master mostra que, no dia de sua prisão, o empresário recorreu ao magistrado para pedir “novidades” e perguntar se ele havia conseguido “bloquear” algo. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o deputado Nikolas Ferreira lideram a ofensiva, afirmando que o ministro não possui mais condições éticas de permanecer no Supremo Tribunal Federal (STF).
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Segundo informações do jornal O Globo, a troca de mensagens ocorreu em 17 de novembro, data em que Vorcaro tentava salvar seus negócios da liquidação judicial. O governador Zema foi enfático ao relacionar as conversas ao contrato de R$ 129 milhões firmado pelo escritório de Viviane Barci, que é casada com o ministro, com empresas de Vorcaro. “O Senado está esperando o quê para afastá-lo?”, questionou Zema, sugerindo que o vultoso pagamento servia para garantir a influência do banqueiro dentro da Corte.
Suspeitas de corrupção e uso político do Inquérito das Fake News
Para Deltan Dallagnol (Novo), as evidências indicam crimes de corrupção e obstrução de investigação de organização criminosa. Segundo a oposição, é escandaloso que o banqueiro mantivesse contato direto com o magistrado em vez de acionar sua defesa técnica. Outro ponto que gerou revolta foi a menção de que Vorcaro teria influência para incluir desafetos e jornalistas no polêmico Inquérito das Fake News, conduzido por Moraes. O deputado Kim Kataguiri (União Brasil) levantou a dúvida se o inquérito mais sensível do país estaria sendo usado como ferramenta de coação por agentes externos.
A assessoria do STF emitiu uma nota negando que Moraes tenha recebido tais mensagens, classificando as informações periciadas pela PF como “ilação mentirosa” para atacar o tribunal. No entanto, o deputado Marcel van Hattem (Novo) ironizou a resposta, afirmando que, se o alvo fosse qualquer outro cidadão, o ministro já teria decretado uma prisão preventiva com base nos mesmos indícios. A oposição agora concentra esforços para que a Procuradoria-Geral da República e o Senado reajam formalmente ao que chamam de “bomba” contra a credibilidade do Judiciário.
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