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Entre a conserva e a decomposição

18/02/2026 13:19 Pleno.News

Entre a conserva e a decomposição

Desfile de carnaval ironiza a “família tradicional” colocando-a em latas de conserva

Vinícius Lana - 18/02/2026 10h19

Ala de escola de samba que zombou de evangélicos no carnaval Foto: Reprodução/TV Globo

Recentemente no carnaval do Rio de Janeiro, uma escola de samba colocou a “família tradicional” – formada por um homem, uma mulher e filhos – dentro de uma lata de conserva. A intenção era clara: ironizar, reduzir, ridicularizar. Transformar pai, mãe e filhos em um produto ultrapassado, enlatado, preso ao passado.

Mas existe algo curioso nisso tudo. Conserva não é símbolo de podridão. Conserva é aquilo que foi preservado para não apodrecer. A lata protege. O sal conserva. O lacre impede a deterioração.

Enquanto isso, o que vemos na avenida – e em boa parte da cultura contemporânea – é a celebração da ruptura total: dissolução de valores, relativização da verdade, desprezo pela estrutura familiar, banalização do sagrado.

A pergunta não é quem está na lata.

A pergunta é: quem está se decompondo?

A família cristã não é uma peça de museu. É um organismo vivo sustentado por princípios milenares: fidelidade, autoridade paterna, maternidade, filhos instruídos. Isso não é atraso – é estabilidade.

Sociedades entram em colapso quando a família é corroída. A história mostra isso repetidas vezes. Não é sobre carnaval. É sobre narrativa. Há uma guerra simbólica acontecendo. Uma disputa entre preservar e dissolver. Entre conservar valores ou deixá-los apodrecer.

Se estar “em conserva” significa manter intactos princípios que sustentaram civilizações, então talvez seja exatamente ali que esteja a resistência.

Vinícius Lana é cristão e pesquisador de Escatologia Bíblica.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

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