Política

Escola de samba que homenageou Lula diz sofrer perseguição política

Apresentação incluiu exaltação ao petista e críticas a adversários, provocando reação da oposição.

Lula Carnaval Sapucaí
Lula assiste a desfile na Marquês de Sapucaí | Foto: Reprodução/Facebook Lula

A escola Acadêmicos de Niterói afirmou nesta segunda-feira, 16, que sofreu “perseguição política” depois de homenagear o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em desfile no Rio de Janeiro. Em nota, a agremiação declarou que, “mesmo pressionada, não se curvou”.

Segundo o comunicado, os ataques partiram de “setores conservadores” e, de forma mais grave, de gestores do Carnaval carioca. A escola afirmou que houve “tentativa de interferência direta” na autonomia artística, com pedidos de mudança no enredo e questionamentos sobre a letra do samba.

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Advogados ouvidos pela imprensa avaliam que o desfile pode abrir margem para questionamentos eleitorais. O partido Novo anunciou que pretende acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a inelegibilidade do presidente.

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, que participaria da apresentação, desistiu de desfilar para evitar possíveis implicações na Justiça Eleitoral.

Desfile que homenageou Lula criticou Bolsonaro e Temer

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi representado como um palhaço preso, com traje listrado e tornozeleira eletrônica | Foto: Reprodução
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi representado como um palhaço preso, com traje listrado e tornozeleira eletrônica | Foto: Reprodução

Durante o desfile, integrantes usaram roupas vermelhas com estrelas no peito. O jingle “olê, olê, olá, Lula!” integrou o enredo, que também fez referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro como palhaço e presidiário.

Já o ex-presidente Michel Temer (MDB) foi retratado no desfile em uma cena que o mostrava retirando a faixa presidencial de Dilma Rousseff, em referência ao processo de impeachment de 2016 — classificado por setores da esquerda como “golpe”

A Acadêmicos afirmou esperar “um julgamento justo, técnico e transparente” e disse que o desfile foi “verdadeiro, potente e coerente” com sua identidade.

Temer também se manifestou. Em nota, classificou o enredo como “bajulação” e afirmou que “não faz sentido cobrar rigor histórico” na Sapucaí. O ex-presidente declarou que a sátira política faz parte da tradição do Carnaval e defendeu a liberdade artística.

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