Política

FAB impõe sigilo de 5 anos a custos de voo que levou Hugo Motta a Angra

Aeronáutica mantém em reserva gastos operacionais e lista de passageiros; caso é questionado no TCU depois de viagem de Réveillon

O presidente da Câmara, Hugo Motta filiado ao (Republicanos-PB)
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Força Aérea Brasileira (FAB) classificou como “reservados”, por cinco anos, os custos operacionais do voo que levou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para passar o Réveillon em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense. A informação foi revelada pelo jornal O Globo com base na Lei de Acesso à Informação (LAI).

O deslocamento ocorreu na manhã de 26 de dezembro. A aeronave partiu de João Pessoa e aterrissou no Aeroporto Santos Dumont no início da tarde, com 11 passageiros a bordo.

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Embora tenha mantido em sigilo o custo total da operação, a Aeronáutica informou que as diárias pagas à tripulação somaram R$ 1,58 mil. Por se tratar de viagem nacional, o valor ficou abaixo do registrado em outro voo recente que envolveu Motta.

Avião de transporte C-99, da Força Aérea Brasileira (FAB) | Foto: Flickr/FAB

Também em dezembro, a FAB transportou o presidente da Câmara e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, para a primeira edição latino-americana do “Gilmarpalooza”, evento jurídico realizado em Buenos Aires. Na ocasião, em resposta à LAI, a Aeronáutica informou que as diárias da tripulação chegaram a US$ 1.935 — cerca de R$ 10,6 mil no total.

Além dos custos, a lista de passageiros do voo para Angra não foi divulgada pela Câmara. A Casa alegou que o uso de aeronaves oficiais envolve questões de segurança institucional, o que “impõe a necessidade de classificação sigilosa das informações”.

Motta e aliados passaram o fim de ano em um condomínio de alto padrão no Frade, em Angra, onde ficaram hospedados em imóvel alugado. O local conta, inclusive, com trilha interna que leva a uma cachoeira.

Praia da Ilha Grande em Angra dos Reis | Foto: Reprodução/Redes Sociais

TCU abriu processo para investigar passageiros de viagem de Motta

A recusa em tornar públicos os nomes dos passageiros levou à abertura de processo no Tribunal de Contas da União. O subprocurador-geral Lucas Furtado apresentou representação para que a Câmara seja obrigada a divulgar a lista completa. Até o momento, o sigilo permanece.

A legislação permite que autoridades solicitem aeronaves da FAB sob justificativa de segurança. O uso para viagens de caráter privado, no entanto, é alvo de questionamentos éticos, por envolver recursos públicos.

3 comentários
  1. Julio José Pinto Eira Velha
    Julio José Pinto Eira Velha

    Pelo andar da carruagem esse moleque safado deve ter feito estágio com Lula, pois sofre de mitomania e corrupção crônica, e pior, vai continuar na política por muito tempo, pois seu curral eleitoral é composto na s maioria por pessoas sem noção, e ignorantes devido à educação e dificuldades que enfrentam, e ainda tem um grande responsável por essa desgraça, um picareta que atende por Arthur Lira

  2. Denise Fahham
    Denise Fahham

    Numa REAL democracia ,o feito de funcionários públicos não tem sigilo! Só no Bananil que essas coisas acontecem!

  3. Lauro Patzer
    Lauro Patzer

    Sigilo de 5 anos para Hugo Motta esconder os custos de um jatinho que o levou a Angra. Um tour com dinheiro do contribuinte. Alegação de segurança. Quer dizer, negar transparência para gastança tem amparo legal? Mesmo sendo legal, é imoral. É um gasto em um país vive sob a opressão da máquina pública sugadora, que impede a construção de portos, de ferrovias, rodovias, escolas, hospitais, para que as Excelências possam viajar de aviãozinho. Esses privilégios precisam acabar.