Defesa diz que Filipe Martins teria pena menor se integrasse facção STF
Filipe Martins e seu advogado, Jeffrey Chiquini, acompanham julgamento da suposta trama golpista. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

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Ano Novo é tempo de reflexão, serve para “zerar a pedra” e recomeçar, avaliando o que fizemos de errado e o que pretendemos mudar. Mas certas coisas nunca mudam. O sadismo de Alexandre de Moraes, por exemplo. O ministro, que esteve circulando com boné e óculos escuros por Dubai, começou 2026 com o mesmo sentimento de vingança com o qual terminou 2025.

Filipe Martins foi para regime fechado por sua decisão. O ex-assessor de Jair Bolsonaro não cometeu qualquer crime, mas tem sido perseguido por Moraes de forma doentia. É responsabilizado agora por ações de terceiros, o que é típico de regime comunista totalitário. Moraes destila seu ódio contra Martins, sem qualquer respaldo jurídico.

Ana Paula Henkel comentou: “Alexandre de Moraes conseguiu o que sempre desejou ardentemente: colocar Filipe Martins em prisão fechada. Vingança pessoal, perseguição implacável e abuso de poder disfarçado de justiça. Carrasco disfarçado de ‘juiz’ – exatamente como nas piores páginas da humanidade”.

Filipe Martins não cometeu qualquer crime, mas tem sido perseguido por Moraes de forma doentia. É responsabilizado agora por ações de terceiros, o que é típico de regime comunista totalitário

O deputado Marcel van Hattem também analisou a decisão: “Li a decisão. Alexandre de Moraes, o da esposa com contrato de R$ 129 milhões com banqueiro enrolado, mandou prender Filipe Martins admitindo que quem acessou seu LinkedIn pode ter sido sua defesa. Isso mesmo! Moraes mandou pra cadeia alguém por uma ação de seu advogado. OAB?”

O deputado Nikolas Ferreira foi direto ao ponto: “Enquanto Jair Bolsonaro enfrenta 153 dias de um cárcere severo, com a saúde debilitada e restrições que impedem até o contato familiar básico, a tirania de Alexandre de Moraes inova no absurdo ao prender Filipe Martins por conta de uma suposta pesquisa no LinkedIn. É a falência do sistema ver alguém ser encarcerado por uma denúncia de uma suposta busca, mesmo cumprindo todas as cautelares a ele impostas a mais de 560 dias. Repito: Ou o Senado retira Alexandre de Moraes, ou essas perseguições não terão fim”.

O advogado de Filipe, Jeffrey Chiquini, concluiu o óbvio: “Filipe Martins acaba de ser preso preventivamente sem motivo algum. Filipe foi preso pelo que é e pelo que representa, e não pelo que fez. É, oficialmente, um preso político”. Presos políticos, desnecessário dizer, só existem em regimes de exceção, em ditaduras.

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O jornalista Glenn Greenwald, com viés de esquerda, também apontou o absurdo da prisão: “Há muito tempo é óbvio que Alexandre de Moraes tem uma obsessão bizarra por Filipe Martins. Todos assistiram enquanto Moraes o prendia por 6 meses com base em uma falsidade completa: que ele saiu do Brasil em 2022 e depois ‘desapareceu’ (uma mentira óbvia para qualquer um que analisasse as provas por pelo menos 10 minutos). Agora, ele o prendeu por supostamente usar o LinkedIn. Tudo porque um homem ressentido – demitido por Bolsonaro em março de 2019 –, alegou que Martins usou o LinkedIn para ver seu perfil, embora existam muitas maneiras de isso acontecer sem que a pessoa tenha realmente usado a plataforma. A esquerda e grande parte do establishment brasileiro decidiram que prender Bolsonaro e seus principais aliados era uma ‘causa tão nobre’ que nada poderia limitar essa missão: nem a Constituição, nem a lei, nem o devido processo legal, nem as provas. Eles são os mesmos que criaram o monstro tirânico que agora tentam desesperadamente domar”.

O caguete que denunciou Martins para o gabinete de Moraes foi o coronel aposentado Ricardo Wagner Roquetti, que ocupou uma diretoria no MEC durante o governo Bolsonaro. Ele protagonizou embates com nomes ligados a Olavo de Carvalho que ocupavam cargos no governo. Filipe Martins representa justamente o olavismo no governo Bolsonaro, e por isso tem sido tão perseguido. Ele simboliza uma ideia que é considerada intolerável para o sistema.

Podemos fechar com o próprio Olavo, portanto: “Inveja diabólica e ódio assassino são os únicos sentimentos na alma de um comunista, sempre camuflados sob uma retórica de belos ideais humanitários”. Tipo “salvar a democracia”...

Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos