Fraude no INSS: defesa de Lulinha se manifesta sobre quebra de sigilo
A PGR recebeu um pedido de 47 deputados federais para decretar a prisão preventiva do filho do presidente Lula

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mais conhecido como Lulinha, manifestou-se, nesta quinta-feira, 26, sobre a quebra de sigilo do seu cliente, decretada tanto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) quanto pela CPI do INSS.
O advogado Guilherme Suguimori Santes classificou a medida como “dispensável” e informou que já protocolou pedido de acesso aos autos junto ao ministro André Mendonça, do STF.
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Em nota oficial à imprensa, o advogado afirmou que documentos serão entregues voluntariamente ao STF e reforçou que Lulinha sempre manifestou disposição para colaborar.
“Por tudo isso, entendo que a quebra de sigilo é dispensável, pois não é necessário coagir quem, desde o início, demonstrou interesse inequívoco em contribuir”, disse Santes.
Defesa nega envolvimento de Lulinha
O comunicado também enfatizou que o filho do presidente Lula não integra qualquer esquema de fraude no INSS e que não cometeu crimes.
A defesa ressaltou que, desde o princípio, Lulinha se colocou à disposição do STF e demonstrou vontade de prestar esclarecimentos.
O fornecimento de documentos, segundo a nota, seria suficiente para esclarecer os fatos e evitar politização do caso.
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Deputados pedem a prisão de Lulinha
A Procuradoria-Geral da República (PGR) recebeu um pedido de 47 deputados federais para decretar a prisão preventiva de Lulinha, por suposta participação no esquema de fraudes no INSS.
A representação foi apresentada por Rosangela Moro (União-SP) e subscrita por parlamentares de PL, Republicanos, PSD, PP e União Brasil.
O documento também solicita a abertura de investigação formal e a adoção de medidas cautelares, como:
- a inclusão do nome do investigado na difusão vermelha da Interpol;
- o início de processo de extradição junto à Espanha;
- o cancelamento do passaporte; e
- eventual uso de tornozeleira eletrônica.
Suposta ligação com o “Careca do INSS”
O texto sustenta que Lulinha teria atuado como sócio oculto do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como operador financeiro do esquema de fraudes no instituto. ,
Segundo a representação, ele teria recebido cerca de R$ 300 mil mensais para “viabilizar e proteger interesses do grupo junto à cúpula do governo federal”. ,
Os valores, de acordo com os parlamentares, teriam origem em propinas pagas por associações envolvidas nas fraudes.
Leia mais: “Lulopetismo rebaixado”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 310 da Revista Oeste




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