Genial/Quaest: Após a ação na Venezuela, 58% dos brasileiros temem que os EUA façam algo parecido no Brasil
Levantamento indica que 46% aprovam a operação dos Estados Unidos, enquanto 39% desaprovam; Combate ao narcotráfico é apontado como principal motivo para a captura de Nicolás Maduro
A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (15), indica que a maioria dos brasileiros demonstra preocupação com a possibilidade de os Estados Unidos adotarem no Brasil uma ação semelhante à realizada na Venezuela. De acordo com o levantamento, 58% dos entrevistados afirmam ter medo de que algo desse tipo possa ocorrer no país, enquanto 42% dizem não temer esse cenário. Outros 2% não souberam ou preferiram não responder.

Ao todo, foram ouvidos 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%
Aprova da ação militar dos Estados Unidos
A pesquisa revela que os brasileiros estão divididos em relação à ação militar dos Estados Unidos na Venezuela. De acordo com o levantamento, 46% aprovam a operação conduzida por Washington, enquanto 39% desaprovam. Outros 15% disseram não saber ou preferiram não responder.
Razões por trás da captura de Nicolás Maduro
O estudo também investigou a percepção da população sobre as motivações que levaram o ex-presidente americano Donald Trump a capturar Nicolás Maduro. Para 31% dos entrevistados, o principal objetivo foi o combate ao narcotráfico. Já 23% acreditam que a ação buscou a restauração da democracia no país vizinho.
Uma parcela relevante dos brasileiros, 21%, avalia que a principal razão estaria ligada ao controle do petróleo venezuelano. Outros 4% apontam a redução da influência da China como fator determinante. Além disso, 6% consideram que a captura de Maduro resultou de uma combinação de todas essas razões, enquanto 2% afirmam que nenhuma delas explica a ação. Os que não souberam ou não responderam somam 13%.
Interferência em outro
Outra parte da pesquisa Genial/Quaest indica que a maioria dos brasileiros considera aceitável a interferência de um país em outro para prender um ditador. Segundo o levantamento, 50% dos entrevistados responderam que sim, enquanto 41% disseram que não concordam com esse tipo de ação. Outros 9% afirmaram não saber ou preferiram não responder.
A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de janeiro, por meio de entrevistas domiciliares presenciais, com aplicação de questionários estruturados. Ao todo, foram ouvidos 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. As fontes de dados utilizadas para a amostra incluem o TSE 2025, PNAD 2025/2, PNAD 2024/2 e o Censo 2022.


