Política

Gilson Marques: 'Fim da escala 6x1 tem potencial de acabar com o Brasil'

Deputado federal do Novo explica que medida encarece produtos, gera desemprego e joga trabalhador para a informalidade

Deputado Gilson Marques (Novo-SC) fala sobre o debate do fim da escala 6x1 na Câmara
Deputado Gilson Marques (Novo-SC) fala sobre o debate do fim da escala 6x1 na Câmara | Foto: Reprodução/YouTube/ Revista Oeste

Em entrevista ao programa Oeste Com Elas, da Revista Oeste, o deputado federal Gilson Marques (Novo-SC) contextualizou, nesta quarta-feira, 11, o debate sobre o fim da escala 6×1, vigente na Câmara dos Deputados.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou recentemente que a análise da pauta deve ser prioridade aos parlamentares, já para a agenda pós-Carnaval.

Para Marques, o texto que busca a proibição do trabalho em 6 dias da semana tem potencial para “acabar com a economia do Brasil”.

“A economia vai colapsar”, afirmou o deputado. “Porque vai gerar desemprego e encarecimento de produtos, já que, ao proibir o trabalho da escala 6×1, até o empregado que queira trabalhar dessa forma não vai poder. Com isso, o empregador vai ter que contratar uma nova pessoa e ele vai repassar esse custo ao seu produto. Assim, o cidadão paga mais caro no fim das contas.”

Escala 6×1, informalidade e eleições 2026

Fachada do Congresso Nacional, a sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal
Fachada do Congresso Nacional, a sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro | Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

Ainda conforme a análise de Gilson Marques, uma eventual sanção ao projeto do fim da escala 6×1 elevaria a informalidade do emprego no Brasil.

“As pessoas acham obvio e muito bonito trabalhar menos e ganhar o mesmo, mas essa não é a realidade e nós precisamos explicar isso”, disse.

“Hoje já temos a metade da população ativa que trabalha fora do regime de CLT. Mais ou menos 40 milhões de celetistas e 40 milhões informais. As pessoas acham que, ao se reduzir essa escala, elas magicamente vão ficar em casa, que não vão fazer um trabalho informal. Essa é a vida do Brasil, porque somos um país pobre e vai faltar dinheiro.”

Apesar do risco do projeto, na visão do parlamentar, a narrativa do governo federal, favorável à proposta, é a que prevalece no imaginário popular. “Isso é questão de narrativa, e a principal, a acredito que é a que está sendo a vitoriosa, é que isso é um benefício para as pessoas”, disse.

Leia mais: “A bomba-relógio fiscal de Haddad”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 308 da Revista Oeste

“Tenho a preocupação de que essa falácia e enganação persistam até a data da eleição, e o povo seja novamente enganado por algo mágico e fácil.”

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.