Governo Lula teme desgaste prolongado depois de derrota no Carnaval
Auxiliares do Planalto avaliam que ironias à família fortaleceram a oposição

O clima no Palácio do Planalto é de apreensão logo que a apuração do Carnaval do Rio de Janeiro confirmou o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói. A escola, que estreou na elite com um enredo em homenagem ao presidente Lula, amargou a última colocação. Segundo a revista Veja, auxiliares presidenciais avaliam que o desfile gerou um “vento contrário” ao governo ao utilizar dinheiro público em um ambiente de nudez e bebida para ironizar valores conservadores. Para interlocutores do petista, a provocação desnecessária à família mobilizou até eleitores que estavam inertes na disputa política.
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A ala intitulada “neoconservadores em conserva” tornou-se o principal ponto de discórdia. O figurino revoltou líderes religiosos e deu à oposição, no entendimento do governo, um instrumento de engajamento nas redes sociais. De acordo com a Veja, um auxiliar de Lula destacou que o governo “comprou briga com quem estava quieto”, atraindo novos críticos ao debate sobre a desaprovação da gestão federal.
Reações de parlamentares e líderes religiosos contra Lula
A repercussão negativa uniu diferentes vertentes da direita e do segmento evangélico. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que o desfile expôs a fé cristã ao escárnio, enquanto a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) classificou como “inadmissível” o uso de verba pública para ridicularizar a igreja e o agronegócio. Até o coordenador nacional do núcleo de evangélicos do PT, pastor Oliver Costa Goiano, considerou a fantasia da ala um excesso.
O deputado Otoni de Paula (MDB-RJ) reforçou que o episódio dificulta a tentativa de Lula de se aproximar dos cristãos. Para o parlamentar, a tese de que o entorno do presidente desconhecia as fantasias que atacaram a família e os conservadores não convence o eleitorado. O presidente da Frente Parlamentar Evangélica, Gilberto Nascimento (PSD-SP), endossou as críticas e afirmou que o desfile tratou os conservadores como inimigos do país.
O fiasco técnico na avenida
Além da polêmica ideológica, a Acadêmicos de Niterói enfrentou graves problemas operacionais. Alegorias ficaram presas na dispersão, provocando correria no encerramento da apresentação e prejudicando a escola seguinte, a Imperatriz. Ao longo da apuração na quarta-feira 18, a agremiação recebeu apenas duas notas dez.
O enredo, que percorreu a trajetória de Lula desde o Nordeste até a última posse no Planalto, incluiu representações do ministro Alexandre de Moraes e de ex-presidentes, além de críticas diretas à gestão de Jair Bolsonaro na pandemia. Entretanto, as falhas técnicas e a rejeição política selaram o destino da escola. No Planalto, a dúvida agora reside em quanto tempo durará o estrago na imagem do presidente depois de o que auxiliares chamam de “leite derramado” na Sapucaí.
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