Irã executa homem condenado por espionar para Israel

De acordo com a agência de notícias Mizan, porta-voz do Judiciário iraniano, Ali Ardestani espionava para o Mossad, o serviço de inteligência e segurança israelense

  • Por Jovem Pan
  • 07/01/2026 09h13
EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH Teerã (Irã (República Islâmica do)), 27/09/2025. - Um míssil balístico de médio alcance (MRBM) Kheibar-Shekan iraniano posicionado ao lado de uma grande faixa representando o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei (C), na Praça Baharestan, em Teerã, Irã, em 27 de setembro de 2025. De acordo com a mídia estatal, o Irã convocou seus enviados à Grã-Bretanha, França e Alemanha para consultas após os três países (E3) iniciarem um processo de "retorno" para restaurar as sanções da ONU devido ao suposto fracasso do Irã em cumprir seus compromissos com o programa nuclear. (França, Alemanha, Reino Unido, Teerã) EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH Irã executa homem condenado por espionar para Israel

O Irã executou nesta quarta-feira (7) um homem condenado por espionar para Israel, informou a imprensa estatal, em meio a protestos contínuos e tensões crescentes entre Teerã e as autoridades israelenses. “A pena de morte contra Ali Ardestani por espionagem para o Mossad, o serviço de inteligência e segurança israelense, foi executada esta manhã (quarta-feira)”, anunciou a agência de notícias Mizan, porta-voz do Judiciário iraniano, sem especificar a data de sua prisão ou julgamento.

Em 28 de dezembro, manifestações contra a hiperinflação e a crise econômica começaram em Teerã. Esses protestos, inicialmente contra o alto custo de vida, evoluíram para um movimento político que se espalhou por todo o país. Essas são as manifestações mais intensas desde as de 2022-2023, após a morte de uma mulher presa por violar o código de vestimenta feminina.

A imprensa iraniana noticiou nos últimos dias a prisão de várias pessoas identificadas como agentes do Mossad.

O Judiciário, no entanto, não estabeleceu nenhuma ligação entre esta execução e os protestos em curso.

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O Irã, que não reconhece Israel, há muito o acusa de realizar operações de sabotagem contra suas instalações nucleares e de assassinar seus cientistas.

O Mossad recentemente fez um apelo público aos manifestantes iranianos para que intensifiquem sua mobilização, declarando sua presença “no terreno”.

*Com informações da AFP
Publicado por Nícolas Robert