Política

Kassab: 'Não abrimos mão do voto distrital'

De acordo com o presidente do PSD, o tema pode ser discutido pela Câmara dos Deputados este ano

O Presidente Nacional do PSD, Gilberto Kassab, fala aos jornalistas após reunião com o presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, DF (4/4/2019) | Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, fala aos jornalistas depois reunião com o então presidente Jair Bolsonaro — Brasília (DF), 4/4/2019 | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, disse que o partido “não abre mão” da proposta de alterar o sistema eleitoral do país. A ideia da legenda é deixar de lado o modelo de eleição proporcional para implantar o modelo distrital. De acordo com ele, o tema “andou muito” nos últimos anos.

“Muito possivelmente, nos próximos dois meses, o presidente [da Câmara] Hugo Motta (Republicanos-PB) vai estar compondo a comissão que vai encaminhar esse projeto”, afirmou Kassab, em entrevista ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes. “Não acho que é difícil votar ou aprovar neste ano, porque não afeta essa eleição, vai ter vigência para 2030.”

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No sistema atual, deputados (distritais, estaduais e federais) e vereadores são eleitos pelo sistema proporcional, que considera o desempenho dos partidos e federações. Já no sistema distrital, os eleitores votam em candidatos que concorrem dentro de um distrito específico, e o mais votado em cada região (distrito eleitoral) garante a vaga.

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“Não abrimos mão do voto distrital, é um dos grandes problemas do Brasil”, enfatizou o presidente do PSD. “A falta de legitimidade dos nossos parlamentares, as pessoas nem lembram quem votou, o eleito por uma região não volta nunca mais, o voto distrital traz qualidade na fiscalização do eleito.”

Kassab e outra ideia além do voto distrital

Outra política defendida por Kassab na entrevista à Band foi “elevar o sarrafo na nomeação de indicados das agências reguladoras”. Na avaliação dele, as agências são “reféns da política, dos partidos, dos parlamentares, o que é catastrófico para a qualidade das nossas concessões”.

Ele ainda fez críticas ao método de distribuição e execução das emendas parlamentares. “É uma excrescência, não tem nenhum sentido você ter R$ 70 bilhões disponibilizados para emendas parlamentares”, afirmou o dirigente partidário, que é secretário estadual de Governo e Relações Institucionais em São Paulo. “Com esse recurso você faz, aqui na cidade de São Paulo, duas linhas de metrô por ano. Se fosse para ter ou se é para continuar, que sejam com transparência e que sejam vinculadas a programas do governo federal.”

Leia também: “O poder e o voto”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 284 da Revista Oeste


Revista Oeste, com informações da Agência Estado

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