Lula defende regular big techs para 'proteger direitos humanos'
O petista sugeriu que a Organização das Nações Unidas (ONU) desenvolva um modelo de regulação a ser adotado pelos países

A discussão sobre o controle e a regulamentação das grandes empresas de tecnologia ganhou destaque nesta quinta-feira, 19, durante discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento internacional na Índia.
Segundo o petista, estabelecer normas para as big techs é fundamental para garantir os direitos humanos no ambiente digital.
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“Quando poucos controlam os algoritmos e as infraestruturas digitais, não estamos falando de inovação, mas de dominação”, afirmou Lula. “A regulamentação das big techs está ligada ao imperativo de salvaguardar os direitos humanos na esfera digital, promover a integridade da informação e proteger as indústrias criativas de nossos países.”
A fala ocorreu durante a quarta edição da Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial (IA), realizada em Nova Déli.
O encontro reúne 20 líderes mundiais, como Emmanuel Macron, presidente da França, além de 45 delegações ministeriais e representantes de grandes empresas do setor tecnológico.
Lula relacionou a IA ao “enfraquecimento do multilateralismo”
Durante o discurso, Lula ressaltou benefícios da tecnologia, como avanços na produtividade industrial, melhorias nos serviços públicos, na medicina e na segurança alimentar.
Contudo, advertiu sobre o risco crescente de conteúdos falsos e o uso da inteligência artificial em um cenário de “enfraquecimento do multilateralismo”.
“Conteúdos falsos manipulados por inteligência artificial distorcem processos eleitorais e põem em risco a democracia”, afirmou o petista.
Leia também: “Acadêmicos do Caô”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 309 da Revista Oeste
Para Lula, a Organização das Nações Unidas (ONU) poderia criar um modelo de regulação das big techs.
“O regime de governança dessas tecnologias definirá quem participa, quem é explorado e quem ficará à margem desse processo”, disse.
Lula chegou à capital indiana na manhã desta quarta-feira 18, e também tem agenda prevista em fóruns empresariais, além de reuniões estratégicas para fortalecer relações com países asiáticos, conforme informações do Palácio do Planalto.




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