Política

Lula: 'Se Trump conhecesse a sanguinidade de Lampião em um presidente, não provocaria'

O petista destacou seu perfil persistente e brincou sobre possíveis confrontos com o presidente norte-americano

Depois do direito, em 2020, agora é a vez de Lula operar o olho esquerdo | Foto: Divulgação/PR
'Eu não sou doido; vai que eu brigo e ganho, o que vou fazer?', disse Lula, em tom bem-humorado | Foto: Divulgação/PR

Durante um evento realizado no Instituto Butantan, em São Paulo, nesta segunda-feira, 9, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou uma analogia regional ao comentar seu relacionamento com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O presidente brasileiro destacou seu perfil persistente e brincou sobre possíveis confrontos com Trump.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

“Quando eu viajar (para os Estados Unidos), eu sou muito teimoso e sou muito tinhoso”, afirmou o petista. “Se o Trump conhecesse o que é a sanguinidade de Lampião em um presidente, ele não ficaria provocando a gente.”

“Eu não sou doido; vai que eu brigo e ganho, o que vou fazer?”, disse Lula, em tom bem-humorado.

Segundo o petista, o governo brasileiro busca construir uma narrativa internacional baseada no multilateralismo, rejeitando o unilateralismo e a ideia de que “o mais forte pode tudo contra o mais fraco”.

Histórico de encontros e tensões entre Lula e Trump

A relação entre Lula e Trump ganhou destaque depois de encontros como o ocorrido durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, em 2025, quando ambos demonstraram sintonia.

Nos anos anteriores, Trump, que tem afinidade política com Jair Bolsonaro, criticou o governo brasileiro por sua postura diante do ex-presidente, período em que Bolsonaro era julgado por “tentativa de golpe de Estado”.

Na ocasião, a Casa Branca implementou uma tarifa extra de 40% sobre produtos do Brasil.

Leia mais:

Depois desses episódios, Lula e Trump intensificaram o diálogo, com conversas por telefone em outubro e um encontro na Malásia para tratar das tarifas.

Em dezembro, Lula solicitou ao republicano a revisão das taxas sobre produtos brasileiros e, no fim de janeiro, os dois voltaram a conversar, combinando a viagem do presidente brasileiro a Washington, prevista para março.

Leia também: “O patrocinador da imprensa velha”, artigo de Anderson Scardoelli publicado na Edição 308 da Revista Oeste

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.