Política

Macapá: STF afasta prefeito e vice depois de operação policial

Segundo a Polícia Federal, há indícios de que agentes públicos e empresários participaram de um esquema para direcionar licitações, desviar verbas e lavar dinheiro nas obras do hospital municipal

Prefeito de Macapá, Antônio Furlan (Cidadania-AP) | Foto: Reprodução/Facebook
Prefeito de Macapá, Antônio Furlan (Cidadania-AP) | Foto: Reprodução/Facebook

Com o objetivo de avançar nas apurações sobre possíveis fraudes na construção do Hospital Geral de Macapá, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta quarta-feira, 4, o afastamento do prefeito Antônio Furlan (MDB), conhecido como Dr Furlan, e do vice-prefeito do município.

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A medida ocorre no contexto da segunda etapa da operação Paroxismo, conduzida pela Polícia Federal, que investiga suspeitas de irregularidades em contratos firmados pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá. O caso envolve recursos provenientes de emendas parlamentares destinadas ao hospital.

Investigações apontam esquema de corrupção

Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam para indícios de participação de agentes públicos e empresários em um esquema que teria como objetivo direcionar licitações, desviar verbas públicas e realizar lavagem de dinheiro relacionados ao projeto e execução das obras do hospital municipal.

Ao todo, 13 mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal para serem cumpridos em Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN). A decisão determina o afastamento dos servidores públicos investigados por um período inicial de 60 dias.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

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