Levantamento mostra apoio de governadores a Lula e a Flávio Bolsonaro
Redutos com maior número de eleitores, como SP, MG e RJ, são liderados por políticos alinhados à direita; veja projeção de site

O presidente Lula reúne, no primeiro turno das eleições de 2026, o apoio de 12 governadores.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), por sua vez, conta com o respaldo de cinco chefes do Executivo nessa etapa.
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Apesar da desvantagem numérica, os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro administram Estados que, somados, concentram um contingente eleitoral superior ao dos governadores alinhados a Lula.
No total, Lula teria 53 milhões de eleitores sob a influência dos governadores que o apoiam; Flávio está à frente, com 57,3 milhões.
Os dados fazem parte de um levantamento publicado neste domingo, 22, pelo site Poder360.
Luxa x Flávio e o peso dos colégios eleitorais
Entre os apoiadores do senador estão governadores de unidades federativas com grande densidade eleitoral. São os casos, por exemplo, de São Paulo (Tarcísio de Freitas/Republicanos), Minas Gerais (Romeu Zema/Novo) e Rio de Janeiro (Cláudio Castro/PL). Conforme analistas, esse fator pode ser decisivo na reta final.
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Os governadores alinhados ao presidente estão distribuídos majoritariamente nas regiões Nordeste e Norte, onde o PT mantém histórico de desempenho eleitoral consistente. O apoio também se estende a Estados de outras regiões, consolidando uma base territorial ampla, porém mais frágil em comparação a colégios matematicamente mais influentes para o resultado das urnas.
Em um eventual segundo turno, a tendência é de rearranjo nas alianças. A expectativa é que Flávio Bolsonaro amplie sua base de apoio entre governadores, podendo ultrapassar o número atualmente registrado no primeiro turno. Lula, por outro lado, deve manter o bloco já consolidado.
Ainda há governadores que não sinalizaram formalmente o seu apoio, o que mantém o cenário aberto para negociações políticas nas próximas etapas da campanha. Nesse contexto está o líder do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que recentemente se filiou ao PSD, partido sob o comando de Gilberto Kassab, secretário de Governo e Relações Institucionais na gestão Tarcísio.
O desenho das alianças estaduais se soma às pesquisas eleitorais que indicam disputa apertada entre os dois principais polos da eleição presidencial, com equilíbrio tanto em cenários de primeiro quanto de segundo turno.
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