Política

Marco Buzzi diz a ministros do STJ que provará inocência

Magistrado enviou mensagem depois de a corte abrir sindicância para apurar denúncias de assédio sexual

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi | Foto: STJ

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, afirmou aos seus colegas de corte que provará sua inocência diante das denúncias de assédio sexual. De acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo, o magistrado enviou uma mensagem em um grupo de WhatsApp dos ministros na noite desta segunda-feira, 9. Buzzi declarou estar “muito impactado” com as notícias e negou ter adotado qualquer conduta que envergonhasse sua família ou a magistratura.

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Esta foi a primeira manifestação direta do ministro aos pares desde a sessão secreta realizada na última quarta-feira, 4, quando o STJ decidiu abrir uma sindicância administrativa. Segundo a Folha de S.Paulo, Buzzi permanece internado no hospital DF Star, em Brasília, por causa de complicações cardíacas e emocionais. O magistrado lamentou o que chamou de “divulgação prematura de informações” e agradeceu aos colegas que lhe concederam o benefício da dúvida.

Defesa e coerência biográfica

Na mensagem enviada aos colegas, o ministro destacou seus 45 anos de casamento e o apoio de suas três filhas. Ele argumentou que seu histórico familiar serve como um elemento de “coerência biográfica”, embora não o utilize como prova técnica de inocência. Marco Buzzi afirmou que ainda não compreende as razões das imputações feitas contra ele, mas garantiu que os fatos serão plenamente esclarecidos por meio de uma apuração imparcial.

A sindicância aberta pelo STJ possui caráter administrativo e corre em paralelo à investigação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Caso as denúncias sejam comprovadas, a punição máxima na esfera administrativa é a aposentadoria compulsória. Além desses processos, o magistrado também enfrentará uma ação criminal que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), onde as provas serão analisadas sob o rigor do código penal.

Impacto no STJ

O afastamento médico de Buzzi e as denúncias de assédio geraram um desgaste institucional no STJ. O ministro afirmou na mensagem que sente “dor e angústia” pela exposição negativa da corte. Por causa do atestado médico apresentado, não há previsão de alta ou de retorno do magistrado às sessões de julgamento. O tribunal agora aguarda o avanço da sindicância para decidir os próximos passos sobre a permanência de Buzzi na função.

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