María Corina Machado diz que Venezuela já iniciou ‘uma verdadeira transição para a democracia’

Em sua primeira entrevista coletiva após entregar sua medalha do Prêmio Nobel da Paz a Trump, a líder opositora se esforçou para passar a imagem de que tem interlocução direta com o mandatário

  • Por Jovem Pan*
  • 16/01/2026 18h27 - Atualizado em 16/01/2026 18h27
AFP A líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado ganha o Prêmio Nobel da Paz de 2025, anunciou o Comitê Nobel Norueguês em 10 de outubro de 2025. A líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado agita uma bandeira nacional durante um protesto convocado pela oposição na véspera da posse presidencial, em Caracas, em 9 de janeiro de 2025. A líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado ganha o Prêmio Nobel da Paz de 2025, anunciou o Comitê Nobel Norueguês em 10 de outubro de 2025. A líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado agita uma bandeira nacional durante um protesto convocado pela oposição na véspera da posse presidencial, em Caracas, em 9 de janeiro de 2025.

A Venezuela já iniciou “uma verdadeira transição para a democracia” com a ajuda do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que é quem dá as “ordens” à presidente interina Delcy Rodríguez, declarou a líder opositora María Corina Machado nesta sexta-feira (16).  “Quero garantir ao povo venezuelano que a Venezuela será livre, e que isso será conseguido com o apoio dos Estados Unidos e do presidente Donald Trump”, frisou.

A prioridade neste “processo complexo” é a libertação dos presos políticos, disse Corina Machado após ser recebida por Trump na quinta-feira.

Em sua primeira entrevista coletiva após entregar sua medalha do Prêmio Nobel da Paz a Trump, Corina Machado se esforçou para passar a imagem de que tem interlocução direta com o mandatário, embora o inquilino da Casa Branca priorize claramente a estabilidade no país sul-americano e o petróleo.

O diretor da Agência Central de Inteligência americana (CIA), John Ratcliffe, se reuniu com Delcy, a herdeira provisória do presidente deposto Nicolás Maduro, na quinta-feira, para “melhorar as relações de trabalho”. Corina Machado assegurou ficar feliz com essas reuniões. Segundo ela, Delcy, “sem dúvida, tem informação que deve ser de alto valor para o diretor da CIA”.

“Ela não está confortável. Ela está cumprindo ordens porque, afinal, se algo ficou demonstrado em 3 de janeiro é que tinha que haver uma ameaça real”, declarou, em alusão ao ataque com o qual os Estados Unidos depuseram o presidente Nicolás Maduro, agora preso em Nova York.

Trump declarou depois que continuará o diálogo com a líder opositora. “Acho que é uma mulher educada, e voltaremos a nos falar”, disse ele aos jornalistas. Em paralelo, um novo voo com 231 venezuelanos deportados pelos Estados Unidos aterrissou nesta sexta-feira no aeroporto que serve Caracas, o primeiro após a incursão militar americana.

*Com informações da AFP