Política

Mendonça promete 'carta branca' à PF no caso Master

Novo relator sinaliza mudança de postura em relação ao anterior, Toffoli, e às críticas de Moraes à corporação

Ministro André Mendonça, novo relator do caso Master no STF | Foto: Divulgação
Ministro André Mendonça, novo relator do caso Master no STF | Foto: Divulgação

O novo relator do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, afirmou a interlocutores que a Polícia Federal (PF) terá “carta branca” para conduzir as investigações.

Segundo relatos confirmados à emissora CNN pelo gabinete do ministro, Mendonça considera o processo o mais relevante de sua trajetória na Corte e avalia que ele marcará sua biografia. Por isso, pretende conduzi-lo com “extrema correção”.

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As declarações foram interpretadas como um gesto de autonomia à PF, sobretudo depois dos atritos entre a corporação e o então relator do caso, Dias Toffoli. Também foram vistas como um contraponto a posições manifestadas por outros ministros em relação à atuação policial.

Com a saída de Toffoli e a entrada de Mendonça, caso Master pode ter novos rumos no STF | Foto: Gustavo Moreno/STF
Com a saída de Toffoli e a entrada de Mendonça, caso Master pode ter novos rumos no STF | Foto: Gustavo Moreno/STF

Toffoli e Moraes criticaram atuação da PF no caso Master

No período em que esteve à frente do processo, Toffoli impôs restrições ao trabalho da corporação. Ele determinou que o material apreendido em uma das operações ficasse sob guarda de seu gabinete e que apenas peritos por ele indicados pudessem examiná-lo.

Já Alexandre de Moraes, segundo relatos, teria feito críticas à Polícia Federal nos bastidores. Em reunião reservada do STF que resultou no afastamento de Toffoli da relatoria, coube a Moraes externar essas ponderações.

Dias Toffoli impeachment STF Master
Dias Toffoli admitiu ser sócio de empresa que negociou com fundo ligado ao Master | Foto: Ascom/STF

Ele teria afirmado que alertou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, de que, caso surgisse indício que envolvesse autoridade com foro, a investigação não poderia prosseguir. Se isso tivesse ocorrido, seria um “papel sujo” da corporação, e o inquérito deveria ser anulado.

Moraes também está no centro das atenções do caso Master, devido a um contrato de R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes.

Leia também: “Sem saída“, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 309 da Revista Oeste

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