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Michelle: 'Quem foi preso por corrupção foi Lula'; veja reação da direita a desfile da Niterói

Políticos conservadores citaram casos de corrupção de Lula, propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder em campanha

Lula, durante desfile da Acadêmicos de Niterói - 15/02/2026 | Foto: Reprodução/TV Globo/X
Lula, durante desfile da Acadêmicos de Niterói - 15/02/2026 | Foto: Reprodução/TV Globo/X

A direita reagiu à homenagem prestada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em desfile realizado na noite deste domingo, 15, na Marquês da Sapucaí, pela escola de samba Acadêmicos de Niterói.

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Os conservadores disseram que o enredo omitiu dados biográficos, como envolvimento de Lula com corrupção, suas condenações (posteriormente anuladas) e prisão; que foi propaganda antecipada em ano eleitoral, já que Lula é pré-candidato à reeleição; que se trata de abuso de poder político.

Custeado parcialmente com recursos federais, o desfile exaltou a trajetória de Lula e apresentou o ex-presidente Jair Bolsonaro preso, como um palhaço. O petista acompanhou a apresentação de um camarote, ao lado da primeira-dama Janja, que não desfilou, apesar da previsão inicial. O presidente, porém, desceu até a avenida acompanhado do prefeito Eduardo Paes, para cumprimentar integrantes da escola.

A reação de Michelle e da direita

A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) compartilhou vídeo que mostra Bolsonaro como um palhaço com tornozeleira eletrônica atrás das grades. Ela escreveu: “Quem foi preso por corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva. Isso é registro judicial e não opinião”.

Post de Michelle Bolsonaro - 15/02/2026 | Foto: Reprodução/Instagram
Post de Michelle Bolsonaro – 15/02/2026 | Foto: Reprodução/Instagram

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que se o desfile fosse em 2022, ano das últimas eleições e quando Bolsonaro ainda era presidente, o líder da direta seria preso. “Se esse desfile fosse em 2022: Bolsonaro estaria preso, busca e apreensão no PL, apreensão no barracão da escola, apreensão dos carros alegóricos e o inelegibilidade vitalícia.”

“Bloco do ladrão”

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou um vídeo produzido com o uso de inteligência artificial com um samba-enredo que chama Lula de ladrão e trata a primeira-dama como “esbanja”, mencionado gastos do casal presidencial. A música também cita o escândalo do INSS, sigilos impostos pelo governo e a crise financeira nas estatais. “Diferente do desfile eleitoral do Lula, esse vídeo não usou dinheiro dos impostos”, escreveu.

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) compartilho o post de Flávio e disse estar “começando a gostar de samba”.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), compartilhou outro samba-enredo feito com inteligência artificial. O material cita casos de corrupção dos governos Lula, como o Mensalão e o Petrolão, além do Banco Master. E também cobra promessas de Lula: “Cadê minha picanha”.

O ex-secretário de Comunicação do ex-presidente Bolsonaro, Fábio Wajngarten, afirmou que o desfile é “vergonhoso” e pretende acionar a Justiça Eleitoral contra Lula. “A inelegibilidade é certa”, escreveu.

O deputado federal Filipe Barros (PL-PR) disse que os organizadores do desfile “zombam dos evangélicos e da perseguição política que Bolsonaro está passando”. “E acredite, você está sendo obrigado a financiar isso.”

Para o vereador Rubinho Nunes (União Brasil-SP), o desfile é um “ataque político explícito” ao ex-presidente Bolsonaro e “financiado com dinheiro público”

A deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) afirmou que o desfile afronta a legislação eleitoral. “Se isso não é autopromoção, uso da máquina pública e cheiro forte de campanha antecipada, eu sinceramente não sei o que é.”

O presidente nacional do Partido Novo declarou que a sigla vai protocolar uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) para pedir a cassação do registro da candidatura e a inelegibilidade de Lula.

Partidos e políticos de direita foram aos órgão de controle, como Tribunal de Contas da União (TCU), à Justiça comum e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar impedir o desfile em pleno ano eleitoral. Mas nenhuma decisão foi favorável. No TSE, por exemplo, a ministra Cármen Lúcia, que votou a favor da censura prévia no caso de um documentário da Brasil Paralelo em 2022, agora disse que não proibir o desfile pró-Lula seria censura prévia.

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