Ministro da Defesa da Venezuela classifica ataque dos EUA como ‘vil e covarde’

Em meio a uma escalada militar e política entre Caracas e Washington, o governo venezuelano repudia ofensiva americana, reivindica soberania e apela à comunidade internacional por condenação

  • Por Jovem Pan
  • 03/01/2026 08h51 - Atualizado em 03/01/2026 08h54
Federico Parra/AFP O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, fala durante uma mobilização militar em apoio ao presidente Nicolás Maduro O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, fala durante uma mobilização militar em apoio ao presidente Nicolás Maduro

Em meio a intensas tensões entre Caracas e Washington, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, classificou o ataque militar ocorrido na madrugada deste sábado (3) como “vil e covarde”, acusando os Estados Unidos de violação da soberania nacional e de colocar em risco a paz regional.

Em mensagem em vídeo divulgada pela manhã, Padrino repudiou a presença de tropas estrangeiras no território venezuelano e denunciou a ofensiva como uma ameaça à estabilidade não apenas da Venezuela, mas de toda a América Latina e do Caribe. O governo de Caracas informou que está reunindo informações sobre feridos e vítimas fatais decorrentes da ação.

Segundo o ministro, o episódio constitui uma “flagrante violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional”, com o objetivo de desestabilizar o país e subverter o governo liderado por Nicolás Maduro. Padrino pediu apoio da comunidade internacional e organismos multilaterais para condenar o que classificou como agressão injustificada.

O pronunciamento ocorre após declarações do presidente dos Estados Unidos, que afirmou que forças americanas realizaram um ataque em grande escala contra alvos militares venezuelanos, alegando a captura do presidente Maduro e de sua esposa. O anúncio gerou choque em Caracas, que rebateu a narrativa e declarou estado de comoção externa no país.

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A situação elevou o clima de crise na região, provocando reações divergentes no cenário internacional e renovando debates sobre soberania, direito internacional e o papel das grandes potências nas relações hemisféricas.

*Reportagem produzida com auxílio de IA