Oposição leva ao STF pedidos de impeachment contra 16 ministros de Lula
Se os pedidos forem acatados, o governo pode enfrentar acusações de crime de responsabilidade e infração de natureza político-administrativa

Deputados da oposição anunciaram, nesta quarta-feira, 25, a apresentação de pedidos de impeachment contra 16 ministros do governo Lula, alegando falta de transparência e descumprimento de deveres legais. O grupo encaminhou os documentos ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) afirmou que o grupo tem a responsabilidade de apresentar os pedidos contra ministros que “não cumprem a lei, fazem uso do dinheiro público e não prestam informações, e agora vão ter que responder perante a Justiça”.
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Durante coletiva na Câmara dos Deputados, De Toni explicou que os pedidos se baseiam na falta de respostas dos ministros a 54 solicitações oficiais de informações, protocoladas por diversos parlamentares nos últimos dois anos.
Em várias situações, as respostas só foram enviadas meses depois ou apenas no ano seguinte, o que a deputada classifica como omissão administrativa.
Os ministros alvos dos pedidos são:
- Sonia Guajajara (Povos Indígenas);
- Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar);
- Wolney Queiroz (Previdência Social);
- Alexandre Padilha (Saúde);
- Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social);
- Camilo Santana (Educação);
- André Ribeiro (Esportes);
- Frederico Filho (Comunicações);
- Jader Barbalho (Cidades);
- José Múcio (Defesa);
- Vinícius Carvalho (Controladoria-Geral da União);
- Mauro Vieira (Relações Exteriores);
- Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária);
- Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional);
- Fernando Haddad (Fazenda); e
- Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos).
Pedidos de impeachment podem complicar o governo Lula
Se os pedidos forem acatados, o governo Lula pode enfrentar acusações de crime de responsabilidade, infração de natureza político-administrativa que pode resultar na perda do mandato e na inelegibilidade das autoridades envolvidas.
Diferente de delitos comuns, essas infrações são julgadas seguindo normas constitucionais e leis específicas.
“Temos o dever funcional de protocolar esses pedidos de impeachment contra esses ministros”, afirmou De Toni.
Leia também: “Lulopetismo rebaixado”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 310 da Revista Oeste

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