Líderes opositores de Venezuela María Corina Machado e Edmundo González Urrutia. (Foto: Ronald Peña R. / EFE)

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Cotada como possível sucessora do ditador Nicolas Maduro, a líder opositora venezuelana Maria Corina Machado divulgou neste sábado (3) um posicionamento em que afirma que “chegou a hora da liberdade” na Venezuela. Ela defendeu o início “imediato” de uma “transição democrática no país”.

No texto, ela sustenta que Maduro deve enfrentar a “justiça internacional” por seus crimes cometidos contra venezuelanos e cidadãos de outras nações.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na madrugada deste sábado (03) que as forças norte-americanas realizaram um ataque em larga escala contra a Venezuela e que o ditador Nicolás Maduro, junto com sua esposa, foi capturado. O secretário de Estado Marco Rubio afirmou neste sábado (03) que Nicolás Maduro foi preso pelos EUA e que enfrentará um julgamento criminal realizado nas cortes -norte-americanas

Segundo Maria Corina, diante da recusa de Maduro de aceitar a saída negociada, os Estados Unidos teriam cumprido a promessa de “fazer valer a lei”. A opositora afirmou ainda que o momento marca a retomada da soberania popular e nacional, com a promessa de restaurar a ordem institucional, libertar presos políticos e reconstruir o país.

No posicionamento, a dirigente destaca o resultado do processo eleitoral de 28 de julho e afirma que Edmundo González Urrutia é o “legítimo presidente da Venezuela”, defendendo que ele assuma imediatamente o mandato constitucional e seja reconhecido como comandante em chefe da Força Armada Nacional.

Maria Corina Machado também convoca a população a permanecer “vigilante, ativa e organizada” até a consolidação de uma transição democrática. Aos venezuelanos que vivem no país, pede atenção às orientações que, segundo ela, serão divulgadas em breve por canais oficiais. Já aos que estão no exterior, solicita mobilização junto a governos e à comunidade internacional em apoio ao processo de reconstrução da Venezuela.

21“Esta é a hora dos cidadãos”, afirma a opositora, que encerra a mensagem dizendo que o país “será livre” e que a luta seguirá “até o final”.