Pacheco confirma a Lula intenção de disputar governo de Minas, diz emissora
Senador do PSD afirma que decisão não está fechada, mas articulação com Planalto e União Brasil avança nos bastidores
O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) teria confirmado ao presidente Lula da Silva que pretende disputar o governo de Minas Gerais nas próximas eleições. A informação é da CNN Brasil.
Segundo a emissora, Lula compartilhou a aliados o teor da conversa que teve com o senador no último dia 11. Apesar de o presidente tratar a candidatura como certa, Pacheco afirma publicamente que ainda não tomou a decisão definitiva sobre entrar na disputa.
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Pacheco: em busca de alianças
Nos bastidores, contudo, aliados admitem que o parlamentar mantém diálogo aberto com o Planalto para estruturar uma candidatura viável no Estado. A movimentação envolve articulação partidária e composição de alianças.
Pacheco é visto por Lula como peça-chave para fortalecer o palanque petista em Minas Gerais. A avaliação no entorno do presidente é de que um nome competitivo no Estado amplia a mobilização eleitoral e pode impulsionar o desempenho do PT.
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No segundo turno de 2022, Lula obteve 50,20% dos votos válidos em Minas, enquanto Jair Bolsonaro registrou 49,80%. O resultado apertado reforçou, entre aliados, a importância estratégica do colégio eleitoral mineiro.
A expectativa é de que o senador deixe o PSD e se filie ao União Brasil para disputar o Palácio Tiradentes. A mudança partidária está praticamente definida e deve ser formalizada em breve.
A negociação vem sendo conduzida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), aliado político e amigo pessoal de Pacheco. O movimento é considerado estratégico para ampliar a força da legenda em Minas Gerais. Aliados do senador avaliam que a sigla oferece estrutura partidária mais robusta e maior capacidade de articulação nacional.
Com Pacheco candidato ao governo, uma das vagas ao Senado na chapa poderia ser ocupada pela prefeita de Contagem, Marília Campos. A segunda vaga é disputada entre o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
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