Pênalti a favor? Comemore… mas com cautela!

Faz tempo que pênalti deixou de ser “loteria”. É preparação, leitura e execução — especialmente para os goleiros

  • Por Wanderley Nogueira
  • 17/02/2026 13h00
Photo by Luis ROBAYO / AFP rossi flamengo Goleiro argentino do Flamengo, Agustin Rossi, comemora após vencer a disputa de pênaltis da partida de volta das quartas de final da Copa Libertadores entre o Estudiantes de La Plata, da Argentina, e o Flamengo, do Brasil, no Estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata, província de Buenos Aires, Argentina

Quando o árbitro aponta para a marca da cal, o coração acelera: pênalti a nosso favor!

Vamos comemorar, sim… mas com moderação.

Na Premier League 2025/26, a taxa de conversão está em torno de 82% (dados do Transfermarkt e FotMob até agora).

Nas grandes ligas europeias, a média histórica fica entre 75% e 80%. No Brasileirão 2025, o aproveitamento foi similar, na faixa de 75% a 85%.

Internacional e Flamengo lideraram em penalidades a favor: o Inter converteu 90% das suas, e o Flamengo cerca de 78%.

Aqui no Brasil, chamamos de “pegadores de pênaltis” os goleiros especialistas em defender essas cobranças — aquelas em que a torcida já grita gol antes da batida.

Rogério Ceni segue isolado no topo histórico, com 51 defesas. Cássio (hoje no Cruzeiro) chega a 42 (ou cerca de 40-42, dependendo da fonte). Fábio tem por volta de 37.

Rossi (Flamengo) já defendeu 30 na carreira, tornando-se o 2º argentino com mais defesas (atrás apenas de Franco Armani, com 34). Weverton (Grêmio) está na casa dos 31.

Faz tempo que pênalti deixou de ser “loteria”. É preparação, leitura e execução — especialmente para os goleiros.

A revista científica Frontiers in Psychology confirma: a pressão pesa mais no batedor.

Dois detalhes curiosos: quem olha demais para o goleiro antes do chute sente mais ansiedade e erra mais; e cobradores muito pressionados tendem a chutar baixo (zonas mais fáceis de defender), por medo de errar alto e parecerem “incompetentes”.

Cada cobrança é única, claro. Mas estatística e psicologia mostram: não é só chute e defesa, é mente no jogo.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.