Pepe, o ‘canhão da Vila’, completa 91 anos e poderia ter sido titular na Copa de 1958

Uma contusão, às vésperas do mundial, fez o técnico Feola optar por Zagallo

  • Por Thiago Uberreich
  • 25/02/2026 06h00
Reprodução/TV Globo Pepe ao lado de Pelé, no Santos Pepe ao lado de Pelé, no Santos

José Macia, o Pepe, completa 91 anos neste dia 25 de fevereiro e continua ativo e vibrando com o futebol. Ele é um dos maiores ídolos da história do Santos. Chamado de “canhão da Vila”, ocupa a vice-artilharia do clube com 405 gols, atrás apenas de Pelé. Foi bicampeão da Libertadores e do Mundial de Clubes (1962-1963). Com a camisa da seleção, o ponta esquerda esteve nas campanhas vitoriosas de 1958 e de 1962, mas foi reserva de Zagallo nas duas Copas. 

Antes da estreia brasileira no mundial da Suécia, o primeiro conquistado pelo Brasil, a seleção fez um último amistoso contra a Internazionale, em Milão. O técnico Vicente Feola escalou a equipe assim: Castilho; Djalma Santos, Bellini, Orlando e Nilton Santos (Oreco); Dino Sani e Didi; Joel, Mazzola, Dida (Vavá) e Pepe (Zagallo). Os gols foram marcados por Dino Sani, Dida, Mazzola e Zagallo. Uma nota negativa da partida foi justamente a contusão de Pepe, depois de uma jogada com o italiano Bicicli. 

O ponta brasileiro ficou com o pé inchado e precisou usar chinelos por alguns dias. Pepe permaneceu na reserva de Zagallo e não entrou em campo durante a Copa. Em 1962, no Chile, a equipe nacional, já sob o comando de Aymoré Moreira, teve a mesma base de quatro anos antes. Pepe, novamente, permaneceu na reserva. 

O ponteiro só defendeu as cores do Santos em toda a carreira de jogador, de 1954 a 1969. Depois de pendurar as chuteiras, Pepe foi um treinador prestigiado e conquistou títulos, como o Campeonato Brasileiro de 1986 com as cores do São Paulo.

Revirando os arquivos da Jovem Pan, encontrei uma entrevista de 2004 concedida a Flávio Prado. Pepe relembrou o histórico Paulistão de 1959, quando o Palmeiras conseguiu superar o Santos nas partidas finais. 

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.