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PF prende Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro - Conexão Política

02/01/2026 11:00 Conexão Política
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira (2) o ex-assessor presidencial Filipe Martins, condenado por participação na tentativa de golpe de Estado. Ele foi detido em sua residência, em Ponta Grossa, no Paraná, e encaminhado a um presídio da cidade. A ordem de prisão foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base em descumprimento de medidas cautelares anteriormente impostas.

Na decisão, Moraes argumentou que Martins “descumpriu as medidas cautelares impostas, quando fez uso de suas redes sociais, mesmo sabendo que estava proibido de usá-la”. Para o magistrado, as condutas demonstram “desprezo do réu pelas medidas impostas e pelo próprio sistema jurídico, pois não respeita as normas e não cumpre as decisões judiciais”.

O ponto que motivou a nova ordem de prisão envolve o uso da rede social LinkedIn. Na terça-feira (30), Moraes determinou que a defesa explicasse o suposto uso da plataforma pelo ex-assessor, sob pena de conversão imediata da prisão domiciliar em preventiva. A medida descumpriria a proibição de manter qualquer atividade em redes sociais, seja em contas próprias ou de terceiros. Em resposta enviada na quarta-feira (31), os advogados alegaram que Martins jamais utilizou a plataforma.

O ex-assessor de Jair Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde 27 de dezembro de 2025, após a tentativa frustrada de fuga do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques. Na ocasião, Moraes considerou haver risco de evasão entre condenados e investigados ligados ao caso da tentativa de ruptura institucional, mencionando também o caso de Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Abin, que permanece foragido no exterior.

Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão, mas ainda não cumpre pena em regime fechado definitivo, uma vez que os recursos contra a sentença não foram totalmente apreciados pelo STF.

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