Polícia Federal acessa dados de celular do dono do Banco Master
Investigadores quebraram a criptografia do aparelho de Daniel Vorcaro e devem compartilhar as informações

A Polícia Federal (PF) conseguiu quebrar a criptografia do celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Os investigadores utilizaram ferramentas avançadas para acessar o dispositivo de última geração após o banqueiro se recusar a fornecer a senha em depoimento.
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De acordo com informações da CNN, a corporação agora compila os dados para compartilhá-los com o Supremo Tribunal Federal (STF) e com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
O aparelho apresentava uma camada adicional de proteção que exigiu o uso de softwares recém-adquiridos pela força policial. Essas ferramentas possuem a capacidade de recuperar inclusive informações que o usuário deletou. A Polícia Federal apura se Vorcaro cometeu irregularidades na gestão da instituição financeira e se o empresário pressionou autoridades para evitar uma possível liquidação do banco.
Compartilhamento de dados do caso Master com o Congresso
O ministro Dias Toffoli deve liberar o conteúdo extraído do celular para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O colegiado investiga o envolvimento do banco em supostas fraudes e descontos indevidos em benefícios previdenciários. Daniel Vorcaro deve prestar depoimento aos parlamentares no dia 19 de fevereiro, logo depois do feriado de Carnaval.
A defesa do banqueiro planeja ingressar com medidas para limitar o escopo das perguntas e respostas durante a oitiva no Congresso. De acordo com o portal, os advogados tentam evitar que o empresário seja questionado sobre temas que fujam do objeto principal da investigação. Contudo, o acesso aos dados do iPhone pode fornecer novas linhas de apuração para os integrantes da CPMI e para os ministros do STF.
Tecnologia contra criptografia avançada
A quebra da segurança do celular de Vorcaro demonstra o fortalecimento da capacidade técnica da Polícia Federal nos últimos meses. Com a compra de novas licenças de programas estrangeiros, os peritos criminais agora acessam modelos de smartphones que antes pareciam impenetráveis sem a ajuda do investigado. Os investigadores utilizarão o material obtido no dispositivo para cruzar informações com outros documentos que a polícia colheu durante as operações contra o Banco Master.
Leia também: “Pedidos relacionados ao caso Master disparam em CPIs do Congresso”

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