Política

Polícia Federal está rachada em relação ao escândalo do Banco Master

Polícia Federal | Foto: Senado Federal
Polícia Federal | Foto: Senado Federal

A Polícia Federal (PF) estaria rachada depois dos recentes desdobramentos do escândalo do Banco Master. É o que declarou a Oeste um membro da corporação com mais de vinte anos de experiência.

Segundo a fonte, existiria um pequeno núcleo de agentes lotados em Brasília que estaria alinhado com as vontades do Diretor-Geral, Andrei Rodrigues. Este, por sua vez, atuaria em benefício do governo Lula e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Receba nossas atualizações

Saiba mais: PF revela fraude com cemitério para inflar balanço do Banco Master

Esse grupo de policiais federais “governistas” seria composto por dois grupos. O primeiro, composto por jovens recém-formados da Academia Nacional de Polícia (ANP) e, portanto, facilmente influenciáveis. O segundo, policiais federais mais velhos, quase exclusivamente oriundos da Região Nordeste, com clara preferência política pelo PT.

Descontentamento grande na Polícia Federal

Essa situação estaria provocando um grande descontentamento na corporação. Não apenas pelas arbitrariedades cometidas pelo STF e realizadas através da PF, mas também pelo fato do grupo “governista” receber uma série de vantagens e mordomias, como numerosas viagens, pagamento de diárias e deslocamentos no exterior.

Saiba mais: Caso Master: ex-presidente do BRB quer prestar novo depoimento à PF

Um grupo de delegados espalhados em diferentes estados brasileiros estaria tentando resistir à essa situação, levando adiante investigações consideradas incômodas pelo Palácio do Planalto. O caso do Banco Master é o emblema dessa situação.

As informações presentes no telefone de Daniel Vorcaro, ex-CEO do Master, poderiam gerar uma série de inquéritos policiais. Rodrigues estaria dividido entre tentar abafar as investigações, enfrentando a ira de seus colegas de classe, ou permitir que elas avancem, provocando a fúria do Planalto e do STF.

Saiba mais: Chefe da PF viaja com Lula à Ásia em meio a críticas do STF

Até o momento, o diretor-geral da PF conseguiu se movimentar agradando gregos e troianos, pois o relatório de 200 páginas que indicava potenciais crimes cometidos pelo ministro Dias Toffoli, do STF, foi entregue ao presidente da Corte. Entretanto, essa medida foi tomada pois o próprio Lula teria interesse em remover Tóffoli do cargo para conseguir nomear um segundo ministro, que poderia ser o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.