
Cada vez que há um grande evento internacional, a política externa brasileira, comandada por Lula, pega o lado errado. É incrível. Saudades dos tempos em que a política externa era do país e não do governo. Pragmatismo responsável.
Agora, Lula, um péssimo serviço de informação. Perdão, mas dois dias antes do ataque e ele não tinha nem um indício de nada. Tanto que disse, falou lá em, acho que foi em Minas: "É, agora o Trump tá ameaçando o Irã. Tem que dar um paradeiro nisso". E o Trump já estava, a mobilização logística mostrava que era isso que ia acontecer. Mas ele parece que não tinha informação de nada.
Aí há o ataque, morre o, é morto o Ayatollah, é morto o ex-presidente amigo de Lula, o Ahmadinejad, e o Itamaraty solta uma nota condenando o ataque dizendo que isso tem que ser feito com negociações. Negociar com terrorista? Acho que nem uma criança de jardim de infância teria essa percepção. Claro que só negocia com terrorista depois de atacar o terrorista. Aí o terrorista quer negociar, senão o terrorista não quer negociar.
Novo comando na Guarda Revolucionária
Vejam só quem herdou, foi morto o chefe da guarda revolucionária. Assumiu outro. Quem é o outro? Eu conheço: o Vahidi. Porque eu cobri Buenos Aires por muito tempo. Em 1994, ele chefiou o grupo que botou 300 kg de dinamite na AMIA, que é uma associação mútua de solidariedade e assistência judaica lá em Buenos Aires. Matou 80 pessoas, feriu 300 pessoas. Ele foi condenado e está sendo procurado pela justiça argentina agora. É o chefe da guarda revolucionária, ele era o número 2. O governo americano matou 48 cabeças, mas ainda tem gente, está faltando ainda.
Navios iranianos no Brasil
Aí a gente vê, a amizade do governo brasileiro: os dois navios, eu não sei se eram duas fragatas, que o governo americano considera navios terroristas. Quando o governo americano soube que eles iam aportar no Rio de Janeiro, pediram que o governo brasileiro não permitisse. Mas o governo brasileiro, ainda assim, "Não, fiquem à vontade. Carreguem ou descarreguem aí". Ninguém ficou sabendo o que foi carregado ou descarregado. Essa amizade.
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E foi lá um ataque, está sendo um ataque cirúrgico para livrar o povo da opressão e deixar que o povo decida se quer voltar ao regime monárquico, que tem um na linha de sucessão, filho do Reza Pahlavi. Ele deve ser filho da Farah Diba, que foi a primeira mulher do xá, a Soraya só deu mesmo o nome de muita gente aqui no Brasil. Ela foi muito popular no mundo, depois ela foi para o Egito, se não me engano.
Mas enfim, era o xá da Pérsia, o Irã era um país ocidental. Quando os Ayatollahs assumiram, as mulheres passaram a ser tratadas como vaca, mula, égua. Era isso. Animal. Era o homem aqui e a mulher lá embaixo. O Deus para eles fez a mulher para servir ao homem, apenas isso. Não podia nem mostrar a cara. E aí eu vejo as feministas aqui no Brasil caladas em vez de festejar a queda deste, tomara que tenha caído o regime também, o regime teocrático. Hoje eu dizia para um amigo beneditino: a única teocracia que existe é a Santa Sé, mas é uma teocracia democrática, o Vaticano. E a outra é o Irã, que está se acabando.
Bolsonaro, bilhetes e articulações políticas
Queria mencionar para vocês, eu vi lá o Flávio. Flávio estava de colete à prova de bala, ele quer evitar um novo Adélio Bispo. Depois do que aconteceu com o pai dele e não foi sequer esclarecido até hoje. E teve em cima do palanque, estava lá a Bia Kicis, que é candidata com a Michelle ao Senado aqui por Brasília.
Mas eu queria falar sobre os bilhetes, agora bilhetes da prisão com recomendações de Bolsonaro, apoiando Marcos Pollon para o Senado em Mato Grosso do Sul. Num outro bilhete, lamentando as fofocas entre bolsonaristas, direitistas, e defendendo a Michelle. A Michelle está cuidando da filha deles, a Laura está com 15 anos, fez duas cirurgias já no nariz, e a última demorou 5 horas. Então eu imagino que ela esteja muito ocupada mesmo com a filha.
Críticas ao Supremo: a decisão de Gilmar Mendes
Bom, só para lembrar, essa aberração do Gilmar de entrar num assunto que estava com o André Mendonça, que é o juiz natural do Master. Derrubando uma decisão do poder mais forte, que é o Poder Legislativo, que é o representante do povo, de abrir o sigilo dos irmãos do Toffoli e da empresa do Toffoli. Foi uma coisa, uma aberração, tirar um processo que já estava acabado, tirou da gaveta, estava já encerrado lá do tempo da pandemia. Aí naquele processo ele conseguiu uma carona e deu um habeas corpus num mandado de segurança: "Não, não pode abrir o sigilo". Ou seja, ele correu o risco do ridículo de praticar uma aberração certamente avaliando que seria menos danoso do que abrir o sigilo das contas, sigilo bancário da Mari Dias Toffoli, ou Mari DT, ou Marília Dias Toffoli.






