Políticos prometem ação judicial por ofensa contra evangélicos em desfile pró-Lula
A encenação, realizada com financiamento público, foi interpretada por críticos como escárnio direcionado a parcelas da população que fazem oposição ao governo federal

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) reagiu ao desfile da Acadêmicos de Niterói neste domingo, 15, no Carnaval do Rio de Janeiro. A parlamentar anunciou medidas judiciais e classificou como ataque direto à fé cristã a apresentação que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ironizou grupos conservadores.
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Segundo Damares, “usar verba pública para ridicularizar a Igreja Evangélica é inadmissível”. A senadora também afirmou que houve “zombaria” contra o agronegócio e declarou que integrantes do governo tinham conhecimento prévio do roteiro. Para ela, a Igreja Evangélica “merece respeito”, e o episódio configura “perseguição religiosa”.
O foco da indignação foi a ala intitulada “neoconservadores em conserva”, que colocou foliões fantasiados como evangélicos, produtores rurais, mulheres de classe alta e apoiadores do regime militar dentro de latas cenográficas. A encenação, realizada com financiamento público, foi interpretada por críticos como escárnio direcionado a parcelas da população que fazem oposição ao governo federal.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também se manifestou sobre o ato. Zema afirmou que levará o caso à Justiça.
“O Lula tá fazendo um desfile de carnaval, com um bloco inteiro dedicado ao preconceito religioso”, escreveu o governador no X. “Os 50 milhões de evangélicos do Brasil estão pagando isso tudo. Inadmissível. Levaremos esse crime à justiça.”
O enredo da escola, Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil, exaltou a trajetória do presidente, que acompanhou a apresentação no camarote da Prefeitura do Rio. Foi a primeira vez que um presidente em exercício se tornou tema central de um desfile carnavalesco.
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