Política

Eleições 2026: ao menos 18 UFs terão novos governadores

Regra de reeleição impede permanência de atuais mandatários na maioria das unidades federativas

STF eleições 2026
Brasil terá eleições gerais em 2026 I Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Ao menos 18 unidades federativas (UFs) brasileiras trocarão de comando em 6 de janeiro de 2027. Como a legislação permite apenas uma reeleição consecutiva para chefes do Executivo, os governadores que venceram o pleito em 2022 não podem disputar o cargo novamente neste ano. Nas outras nove unidades, os atuais gestores ainda possuem o direito de buscar mais quatro anos de mandato nas urnas em 4 de outubro.

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Diferente de senadores e deputados, que desfrutam de reeleições ilimitadas, os governadores enfrentam o teto de dois mandatos seguidos. Segundo levantamento da CNN, cinco Estados já confirmaram a pré-candidatura dos atuais ocupantes: Amapá, Bahia, Santa Catarina, Sergipe e Piauí. Em Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP) ainda evita o anúncio oficial, mas interlocutores garantem sua presença na disputa.

São Paulo e a sucessão de Bolsonaro

Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) encerrou as especulações sobre uma possível candidatura ao Palácio do Planalto. O ex-ministro confirmou publicamente que buscará a reeleição. A decisão ocorreu logo que o ex-presidente Jair Bolsonaro, impedido de concorrer pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal, lançou o filho senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a corrida presidencial.

A permanência de Tarcísio na disputa estadual mantém o maior colégio eleitoral do país sob influência direta do bolsonarismo. Enquanto isso, os governos de Ceará, Pernambuco e Mato Grosso do Sul ainda não oficializaram se os atuais mandatários tentarão a permanência no cargo, embora o cenário político local aponte para essa direção.

Mudança histórica na data da posse dos escolhidos nas eleições 2026

Além da escolha de novos governadores, os eleitores votarão para presidente, senadores e deputados federais e estaduais. Uma emenda constitucional aprovada em 2021 alterou o cronograma das cerimônias de posse para evitar o acúmulo de eventos no dia 1º de janeiro.

A partir de 2027, o novo presidente da República assumirá o posto no dia 5 de janeiro. Já os governadores eleitos tomarão posse no dia seguinte, 6 de janeiro. A medida visa a facilitar a presença de autoridades em ambas as solenidades e organizar melhor a transição administrativa nas capitais estaduais e no Distrito Federal.

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